Foto: Beto Albert (Arquivo, Diário)
Caso aconteceu em dezembro de 2025
Amigos e familiares do bebê de 10 meses que morreu em no final de dezembro após atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Maria irão realizar um protesto, no domingo (29), em busca de justiça. A mobilização está marcada para as 13h, em frente à própria unidade de saúde onde a criança recebeu atendimento, no Bairro Perpétuo Socorro.
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O caso ocorreu no dia 13 de dezembro e é investigado pela Polícia Civil após a família apontar possível negligência médica durante o atendimento. Segundo os pais, a bebê apresentava dificuldades respiratórias e foi levada até a UPA, onde teria aguardado por atendimento mesmo com o agravamento do quadro clínico.
De acordo com o relato da mãe, cerca de 40 minutos após a chegada, a criança apresentou piora significativa, com sinais como lábios arroxeados e perda de força. Após nova solicitação de ajuda, a paciente foi encaminhada à sala de emergência, mas não resistiu.
A certidão de óbito apontou como causa da morte insuficiência respiratória, consolidação e congestão pulmonar, além de pneumonia. Já o documento do Posto Médico-Legal (PML) indica que o bebê chegou sem sinais vitais e que foram realizadas manobras de reanimação, sem sucesso. A mãe, 21 anos, que preferiu não se identificar, afirma que busca responsabilização pelo caso.
— Eu quero justiça. Nenhuma mãe precisa passar pela dor que estou sentindo — disse em contato recente com a reportagem do Diário.
Diante dos acontecimentos, mais de três meses após o fato, familiares e amigos decidiram organizar um ato público. Segundo a mãe, o objetivo é cobrar respostas e evitar que outras famílias passem pela mesma situação. A mobilização ocorre em meio ao luto enfrentado pela família, que relata mudanças profundas na rotina após a morte da criança.
— Vai ser um protesto por justiça. Amigos e familiares vão estar lá. Não tem como explicar a dor que sentimos diariamente. Tivemos que nos mudar por causa das memórias — diz a mãe.
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Além da bebê, o casal tem outro filho, de 4 anos, que também enfrenta o impacto da perda.
— Todos os dias o irmão pergunta da nossa filha, e precisamos explicar para ele que a irmã está no céu — relata a mãe.
A expectativa da família é de que o ato sirva como forma de pressionar por esclarecimentos sobre o caso e reforçar o pedido por justiça.
O que dizem
O médico responsável pelo atendimento informou que todas as medidas cabíveis foram adotadas, mas que a criança não respondeu aos procedimentos realizados.
Em nota, a direção da UPA informou que abriu apuração interna e que analisa imagens de câmeras de segurança e protocolos adotados no atendimento. Confira a nota divulgada pela assessoria da UPA.
"A direção da UPA confirma que a família do bebê procurou a unidade de saúde no começo da noite desta terça-feira (16) solicitando atendimento. Diante do ocorrido, todos os fatos estão sendo apurados pela direção, com análise de câmeras de segurança e procedimentos médicos desde a chegada da família à UPA. Todas as informações serão prestadas à Polícia Civil durante a investigação. A UPA se solidariza com a família neste momento."