Foto: Divulgação
O furto de parte da tubulação de cobre do sistema de oxigênio que provocou um vazamento no Pronto Atendimento (PA) do Patronato, em Santa Maria, acendeu novamente o alerta para a segurança das unidades de saúde do município. O caso aconteceu na manhã de sábado (8), quando o Corpo de Bombeiros foi acionado após o rompimento da tubulação na área externa onde ficam os cilindros de oxigênio.
A ocorrência mobilizou uma guarnição por volta das 6h08min. Por segurança, os bombeiros isolaram o local e interromperam o fornecimento de oxigênio até que fosse possível acessar o registro geral. O atendimento durou cerca de 15 minutos. Não houve incêndio nem registro de feridos.
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O secretário de Segurança e Ordem Pública de Santa Maria, Getúlio de Vargas, afirma que o episódio causa preocupação e lembrou que o PA do Patronato já havia sido alvo de furto de fios de cobre anteriormente. Segundo ele, após o primeiro caso, foram adotadas medidas como limpeza e organização do entorno da unidade, ampliação do monitoramento por câmeras e reforço das patrulhas.
- A perplexidade e a preocupação são compartilhadas por este secretário e por todos os envolvidos na segurança pública da nossa cidade - afirma.
Segundo Vargas, Brigada Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal trabalham de forma integrada para tentar identificar os responsáveis pelos furtos. No caso do PA do Patronato, ele afirma que imagens de câmeras permitiram acompanhar a fuga dos suspeitos, embora o ponto onde estavam instalados os tubos de oxigênio não fosse alcançado pelo sistema de videomonitoramento foi possível visualizar parte da ação criminosa.
Conforme o secretário, os suspeitos foram identificados após deixarem o local em direção à Vila Lídia.
Para Vargas, embora os materiais furtados tenham baixo valor comercial, as consequências podem ser graves. Ele citou justamente o vazamento de oxigênio no Pronto Atendimento como exemplo do risco provocado por esse tipo de crime.
- O valor monetário do produto em alguns casos é mínimo, mas o prejuízo que esse tipo de delito pode ocasionar e ocasiona, nesse caso específico do oxigênio do PA, é muito grande - diz.
O secretário também afirma que o município tem buscado discutir com as forças de segurança e com o Judiciário formas de lidar com os casos envolvendo pessoas em situação de dependência química que, segundo ele, estariam relacionadas a parte dos furtos de fios e tubulações.
Vargas defendeu que a questão seja tratada também como um problema de saúde pública e afirmou haver dificuldade em encontrar encaminhamentos adequados para pessoas que cometem crimes relacionados à dependência de drogas.
- Devemos tratar esse furto como questão de saúde pública e um problema social - afirma.
Segurança de unidades de saúde
O secretário também citou a falta de efetivo da Guarda Municipal como uma das dificuldades enfrentadas pelo município. Segundo ele, a corporação é responsável pela segurança de aproximadamente 87 escolas, 30 unidades de saúde, três prontos atendimentos, além de outros espaços e patrimônios públicos.
Vargas destaca que pretende encaminhar ao prefeito Rodrigo Decimo, até o dia 20, um pedido de autorização para a realização de um concurso público para ampliar o efetivo da Guarda Municipal. O processo ainda precisará ser encaminhado à Câmara de Vereadores.
Outra medida anunciada é a contratação de um novo sistema de monitoramento. Conforme Vargas, uma licitação para um novo contrato está em andamento e deverá permitir a utilização de recursos tecnológicos mais avançados e ferramentas de inteligência para auxiliar na identificação de situações suspeitas.
Atualmente, segundo o secretário, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) conta com cerca de mil câmeras. Para ele, a tecnologia será necessária para ampliar a capacidade de prevenção.
- Hoje estamos agindo pós-evento. Nós temos que mudar essa estratégia e agir antes do evento, prevenir os furtos, deter os envolvidos e garantir a segurança dos locais públicos. Com essas ações temos a continuidade dos atendimentos, sem interrupções criminosas que impactam no cotidiano da população - afirma.
As investigações sobre o furto dos tubos e o vazamento de oxigênio no PA do Patronato está sob responsabilidade da Polícia Civil.