Foto: Google Street View
Um homem, de 59 anos, morador de Agudo, foi condenado a 53 anos de prisão, em regime inicial fechado, por crimes sexuais cometidos contra quatro adolescentes por meio da internet. A sentença foi proferida, na quinta-feira (6), pela juíza Bruna Faccin Beust Minuzzi, da Vara Judicial da Comarca de Agudo.
O réu foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, estupro, coação para produção de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes e armazenamento desse tipo de conteúdo.
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Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), os crimes ocorreram no segundo semestre de 2024. Na época, o homem era casado e utilizava perfis falsos em redes sociais para se apresentar às adolescentes como um suposto namorado virtual.
Segundo o MP, ele teria se aproveitado da vulnerabilidade e da imaturidade das vítimas para conduzir as conversas a temas sexuais e pressioná-las, por meio de manipulação emocional e ameaças, a produzir e enviar vídeos e imagens íntimas.
As investigações começaram depois que a escola frequentada por algumas das adolescentes comunicou os fatos às autoridades. A partir da análise de celulares, dados cadastrais e registros de acesso, os investigadores identificaram os perfis utilizados nas conversas e conseguiram vinculá-los ao acusado.
Durante o processo, foram analisados documentos, perícias, dados extraídos de aparelhos celulares, depoimentos especiais das vítimas e testemunhas. A perícia identificou 1.573 vídeos e 4.957 imagens localizadas a partir de critérios de nudez, incluindo conteúdos relacionados às quatro vítimas.
De acordo com a sentença, os perfis falsos utilizados nas abordagens estavam vinculados a números de telefone cadastrados em nome do réu. Os registros de acesso também confirmaram a utilização das contas a partir de endereços relacionados ao suspeito.
A magistrada considerou que os relatos das vítimas eram coerentes entre si e estavam de acordo com os demais elementos reunidos durante a investigação. As conversas recuperadas dos aparelhos também demonstraram, segundo a decisão, o uso de estratégias de manipulação emocional para obter os conteúdos íntimos.
Na sentença, a juíza rejeitou o argumento da defesa de que as adolescentes teriam enviado os vídeos espontaneamente. Segundo a magistrada, o acusado se apresentava às vítimas, que tinham entre 12 e 14 anos, como um jovem apaixonado, utilizando uma identidade falsa, fotografias de um modelo adolescente e promessas de relacionamento.
A Justiça também determinou o pagamento de uma indenização mínima de R$ 2.824 para cada vítima, a título de reparação pelos danos sofridos.
O homem permanecerá preso preventivamente e deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado. A decisão ainda cabe recurso.