Foto: Charles Vieira (Divulgação)

A Polícia Federal (PF) está verificando se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). A apuração começou após o site argentino Infobae publicar, durante a madrugada desta terça-feira (27), que o parlamentar teria cruzado a fronteira com a Argentina para, de lá, seguir aos Estados Unidos.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Até o momento, não há registro formal de saída de Flávio do território brasileiro. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, a PF está checando os postos de migração e verificando registros de voos entre o Brasil e a Argentina.
De acordo com a publicação argentina, o senador teria entrado no país vizinho por Porto Iguaçu, utilizando seu documento nacional de identidade, e embarcaria em uma aeronave particular do modelo Gulfstream com destino aos Estados Unidos.
A informação foi negada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio. Em declaração ao portal Metrópoles, ele afirmou que o senador não havia deixado o Brasil.
Aliados tentam contato com senador
Conforme a coluna da jornalista Letícia Casado, do UOL, aliados de Flávio tentavam entrar em contato com o senador desde o início da manhã desta terça-feira, sem sucesso. A falta de comunicação aumentou a apreensão entre integrantes do grupo político em Brasília.
Ainda não havia confirmação sobre o paradeiro do parlamentar, e a possibilidade de ele estar sem contato por algum motivo específico também era considerada por aliados.
A coluna também apurou que Flávio ainda está com seus passaportes, que deveriam ser entregues no fim da manhã de hoje por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Moraes determina entrega de passaportes
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Flávio Bolsonaro e proibiu que ele deixasse o país. A decisão foi divulgada um dia após a derrota do senador na disputa presidencial.
Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas, além de eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades que possua.
A decisão também proíbe o senador de manter contato, por qualquer meio, com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e apontado como amigo de Flávio.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou que a medida estaria relacionada a uma declaração feita por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), na sexta-feira (23). Na ocasião, Eduardo teria defendido que Flávio deixasse o Brasil caso fosse derrotado na eleição presidencial.
Até a publicação das informações pelos veículos citados, não havia confirmação de que Flávio Bolsonaro tivesse saído do país.