Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta, a Operação Fortuna Reversa investiga fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (5), a primeira fase da Operação Fortuna Reversa, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro em diferentes estados do país. A investigação teve início após um golpe que causou prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica de Itaara. Até o momento, 31 pessoas foram presas durante a operação.
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A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Itaara, com apoio de outras unidades da Polícia Civil gaúcha, de corporações de diferentes estados e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Conforme a Polícia Civil, as investigações identificaram 41 pessoas suspeitas de integrar a estrutura financeira da organização criminosa. O grupo é investigado por atuar na movimentação, distribuição e ocultação de valores obtidos de forma ilícita em diferentes regiões do país.
Operação mobiliza policiais em diferentes estados
A primeira fase da Operação Fortuna Reversa envolve o cumprimento simultâneo de ordens judiciais em diferentes unidades da Federação. Além do Rio Grande do Sul, a ação conta com o apoio das Polícias Civis de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará, Paraná e Maranhão.
Para garantir a execução das medidas judiciais de forma coordenada, a operação recebe apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O órgão atua na articulação entre as forças policiais envolvidas, permitindo que as diligências sejam realizadas simultaneamente em diferentes estados.
No Rio Grande do Sul, participam equipes da Delegacia Regional de Santa Maria, da Delegacia de Polícia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DPCOI), da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria e das delegacias de São Sepé, São Pedro do Sul, Júlio de Castilhos e Tupanciretã, vinculadas à 3ª Região Policial.
Operação contabiliza 31 prisões e apreensões
De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Civil, 31 prisões foram realizadas até o momento, sendo 29 preventivas, uma em flagrante e uma civil.
Durante as diligências, os policiais também apreenderam três veículos, sendo um Fiat Argo e duas motocicletas, além de telefones celulares e 201,961 gramas de uma substância com aparência de crack.
As apreensões fazem parte das medidas realizadas nesta primeira etapa da investigação, que busca identificar os envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação dos valores suspeitos.

Investigação começou após golpe em Itaara
O ponto de partida da operação foi a investigação de uma fraude eletrônica que provocou prejuízo superior a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica de Itaara. A partir da apuração do caso, os investigadores identificaram suspeitos que, conforme a polícia, fariam parte de uma estrutura responsável por movimentar e ocultar recursos ilícitos em diferentes estados.
A operação é coordenada pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, responsável pela Delegacia de Polícia de Itaara.
Segundo a Polícia Civil, as medidas cumpridas nesta quinta-feira permitirão aprofundar as investigações e subsidiar as próximas fases da operação.