Foto: Breno Uliana (Reprodução)
Uma onça-parda foi avistada e filmada a aproximadamente cinco quilômetros da área urbana de Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul. O registro foi feito por Breno Uliana, 22 anos, estudante de Agronomia do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), no fim da tarde de segunda-feira (2), enquanto trafegava por uma estrada de chão no interior do município.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Natural de Quevedos, Breno contou ao Diário que seguia de caminhonete para visitar um colega quando percebeu um animal atravessando a estrada, a cerca de 50 metros de distância. Ele parou o veículo e conseguiu registrar a onça em imagens. Depois, estimou que ficou entre 30 e 40 metros do animal.
Segundo o estudante, a onça percebeu sua presença, mas não fugiu. Ela caminhava, olhava para trás e, em determinado momento, parou ao notar um movimento feito por ele. Breno descreveu o animal como grande, maior do que um cachorro de grande porte e um pouco menor do que um terneiro.
O registro foi feito em uma área com lavouras de soja e trechos de mata. Conforme Breno, moradores de localidades próximas ficaram apreensivos ao saber da presença do animal. Ele também relatou que já havia ouvido comentários sobre avistamentos na região, mas nunca tinha encontrado uma onça pessoalmente.
– Foi a primeira vez que vi. Foi bem ao acaso. Eu vi que um animal cruzou a uns 50 metros, eu estava indo de carro, e cruzou assim e ficou meio que pelo barranco. Parei o carro, abri a janela e vi que ela estava andando – explicou.
Registro ocorre após morte de agricultor na região
O avistamento também chama a atenção por ocorrer poucos dias depois da morte de um agricultor em uma área de mata de São Pedro do Sul. Na ocasião, a possibilidade de um ataque de onça-parda foi apontada pela Polícia Civil e destacada pela bióloga Vanessa Fortes como compatível com as características encontradas no corpo.
O agricultor foi encontrado morto, e o crânio estava a cerca de 800 metros do ponto onde o corpo foi localizado. A perícia deverá analisar os vestígios para esclarecer as circunstâncias da morte.
Até o momento, não há confirmação de que a onça-parda registrada em Júlio de Castilhos tenha qualquer relação com o caso de São Pedro do Sul. Além disso, durante a entrevista, foi mencionada uma distância de 60 quilômetros entre os dois locais. Portanto, não há elementos que permitam associar os episódios.
Orientação é não perseguir o animal
Em entrevista ao Diário, a bióloga Vanessa Fortes, especialista em comportamento animal, orientou que, em caso de encontro com uma onça-parda, a pessoa mantenha a calma e evite virar as costas para o animal. A recomendação apresentada na entrevista foi se afastar lentamente, caminhando de costas e mantendo o animal no campo de visão.