Foto: Vinicius Becker (Diário)
A reconstrução da Estrada do Perau, que liga Santa Maria a Itaara, segue sem data para iniciar. Nesta segunda-feira (5), a prefeitura recebeu o aval da Defesa Civil Nacional sobre as questões burocráticas, como o parecer de aprovação dos documentos da licitação e a validação do contrato. Porém, agora, o próximo passo e atual entrave é um repasse de 30% do valor da obra, por parte do governo federal, para a empresa vencedora da licitação. A etapa é uma exigência da Defesa Civil, sendo necessária para que as máquinas e equipes iniciem os trabalhos no local.
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Essa última etapa formal depende, também, da finalização do projeto executivo por parte da empresa vencedora da licitação. De acordo com a secretária municipal de Planejamento, Liana Ebling, trata-se de uma licitação semi-estruturada. Na prática, isso significa que a prefeitura faz um anteprojeto (esboço) e a empresa contratada fica responsável pelo projeto final que deve definir, também, o cronograma de obras. Segundo a secretária, a empresa já estava autorizada a iniciar as sondagens e estudos técnicos necessários para fazer os projetos executivos. No entanto, ainda não há uma data definida para o início das obras no campo.
– Os projetos executivos são feitos pela própria empresa vencedora da licitação e nós já tínhamos liberado para eles iniciarem as sondagens. Essa licitação semi-integrada é uma tendência em obras mais complexas. Assim, os riscos de elaboração do projeto são compartilhados entre o poder público e o licitante vencedor – explica a secretária de Planejamento.
O investimento total na obra é de R$ 20,78 milhões, valor que será destinado à reconstrução da estrada e à implantação de estruturas permanentes de contenção, fundamentais para garantir a estabilidade do trecho e evitar novos deslizamentos. A confirmação do recurso, por parte do governo federal, ocorreu no final de novembro.
Relembre
A Estrada do Perau está totalmente bloqueada há mais de um ano, desde as chuvas intensas de maio de 2024, que provocaram grandes deslizamentos, comprometeram o paredão rochoso e destruíram a pista. O bloqueio interrompeu a ligação direta entre Santa Maria e Itaara, afetando o deslocamento diário da população e o escoamento da produção agrícola.
Ao longo de 2024 e 2025, o risco de queda de pedras aumentou, tornando o local ainda mais instável. Para viabilizar a obra, a prefeitura apresentou sucessivos planos de trabalho à Defesa Civil Nacional. A licitação atraiu nove empresas e foi homologada em outubro, prevendo o investimento de R$ 20,78 milhões.
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