Cães desnutridos, animais mortos e suspeita de rinhas de galo levam homem à prisão em Cruz Alta

Cães desnutridos, animais mortos e suspeita de rinhas de galo levam homem à prisão em Cruz Alta

Foto: Ministério Público (Divulgação)

Um homem investigado por maus-tratos a animais teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, a pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), após uma fiscalização revelar um cenário de extrema crueldade em uma residência de Cruz Alta.

A decisão judicial foi tomada depois que equipes da Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar e da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal vistoriaram o imóvel, no último domingo (6). No local, foram encontrados quatro cães, dois filhotes de gatos e diversas galinhas e galos vivendo em condições degradantes, sem os cuidados mínimos de alimentação, higiene e bem-estar.

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Segundo os órgãos de fiscalização, os cães estavam desnutridos, sem acesso adequado à água e comida, presos por correntes ou confinados em espaços inadequados. Um deles apresentava paralisia nos membros posteriores e não recebia atendimento veterinário. Outro sofria de sarna em estágio avançado. Os dois filhotes de gatos também foram resgatados abaixo do peso e em condições nutricionais precárias.

Durante a vistoria, os agentes encontraram diversos animais mortos espalhados pelo imóvel, entre eles um cão da raça pitbull, cinco galos em gaiolas e no pátio, além de várias carcaças de aves em meio ao lixo e entulhos. Os animais vivos conviviam com cadáveres em diferentes estágios de decomposição, em um ambiente com forte odor, acúmulo de resíduos e elevado risco sanitário.

A fiscalização também identificou indícios da realização de rinhas de galos. No imóvel foram apreendidos um rinhadeiro, esporões metálicos, biqueiras, capacetes e protetores de esporas, equipamentos comumente utilizados nesse tipo de prática criminosa. Conforme os fiscais, a quantidade de galos mortos e o material apreendido reforçam a suspeita de que o local era utilizado para promover rinhas.

A promotora de Justiça Anamaria Thomaz destacou que a atuação conjunta dos órgãos de fiscalização foi decisiva para interromper uma situação de sofrimento prolongado dos animais.

- A atuação integrada dos órgãos de fiscalização foi fundamental para identificar uma situação de sofrimento extremo e prolongado. O Ministério Público tem o dever constitucional de defender os animais que padecem sob a responsabilidade de pessoas sem a menor condição de garantir cuidados básicos, dignidade e bem-estar - afirmou.

Segundo a promotora, a decretação da prisão preventiva demonstra a gravidade dos fatos e reforça que crimes de maus-tratos contra animais não serão tolerados, além de servir como medida para proteger os animais e evitar a repetição desse tipo de conduta.


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