Quatro primeiros meses de 2026 têm menor número de homicídios desde 2012

Quatro primeiros meses de 2026 têm menor número de homicídios desde 2012

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Santa Maria encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com queda de 72% no número de assassinatos. De janeiro a abril, houve cinco mortes no município, contra 18 no primeiro quadrimestre de 2025.

Esse é também o menor número de homicídios desde 2012, de acordo com levantamento realizado pela reportagem com base nos dados disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.  

O resultado iguala o menor patamar da série, registrado em 2011, e fica abaixo de todos os demais anos do período. Em 2016, por exemplo, foram 15 homicídios no mesmo intervalo. Em 2024, 30 casos, o maior número no comparativo. 

Confira abaixo, o comparativo do quatro primeiros meses do ano desde 2011.

Distribuição dos casos em 2026

Os registros de homicídio sao longo dos meses mostram baixa incidência de crimes na cidade:

  • Janeiro: 2  
  • Fevereiro: 0  
  • Março: 2  
  • Abril:

Janeiro com menor número em oito anos

Janeiro de 2026 teve dois homicídios e fechou como o mês com menor número de casos dos últimos oito anos no município. O primeiro crime ocorreu no dia 4, no Bairro Urlândia. Leonardo Detetive de Assis Taborda, 30 anos, foi morto com um disparo de arma de fogo dentro de um apartamento. O suspeito foi preso horas depois.

O segundo caso foi registrado no dia 13, no Bairro Tancredo Neves, durante uma ocorrência atendida pela Brigada Militar. Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos, morreu após intervenção policial. O procedimento segue em apuração.

Fevereiro sem registros pela primeira vez em 15 anos

Fevereiro terminou sem homicídios em Santa Maria. Foi a primeira vez em 15 anos que o mês não teve registros de mortes violentas.

A ausência de casos ampliou uma sequência de 48 dias sem homicídios no município, considerando o período entre 13 de janeiro e o início de março.

O terceiro mês do ano somou duas mortes, fazendo com que a cidade voltasse a registrar casos de homicídio. Apesar disso, ao final do mês, o trimestre encerrou com o menor número de mortes desde 2012.

Abril com um caso

Abril de 2026 teve apenas um homicídio registrado. O caso aconteceu no início do mês e apesar disso, o número se iguala ao de 2025, quando o mês teve apenas uma morte, ocorrida no primeiro dia de abril.

Os cinco casos do ano

Leonardo Detetive de Assis Taborda, 30 anos
Foi a primeira vítima de homicídio de 2026 em Santa Maria. O crime ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, por volta da 1h, em um apartamento no Residencial Noel Guarany, na Rua Eugênio Mussoi, Bairro Urlândia. A vítima estava com a companheira quando o ex-companheiro dela invadiu o imóvel e efetuou um disparo no rosto. Taborda morreu no local. O suspeito, de 42 anos, fugiu, mas foi preso horas depois pela Brigada Militar.

Paulo José Chaves dos Santos, 35 anos
Morreu na manhã de 13 de janeiro, durante uma ocorrência atendida pela Brigada Militar na Rua Luiz Stoever, no Bairro Tancredo Neves, em Santa Maria. A polícia foi chamada pela família devido a um episódio de violência doméstica. Conforme a ocorrência, o homem estava em surto e teria avançado contra os policiais com um objeto. Um disparo foi efetuado para contê-lo. Ele morreu no local. As circunstâncias são apuradas em inquérito policial militar.

Luiz Fernando Machado de Oliveira, 57 anos
O crime ocorreu no dia 3 de março, após um intervalo de quase 50 dias sem homicídios em Santa Maria, encerrando a sequência iniciada em 13 de janeiro. A vítima foi morta a tiros dentro de uma residência, localizada na Travessa do Chaminé, no Bairro Passo d'areia, em Santa Maria. O caso marcou o terceiro homicídio do ano no município. 

Robson Rodrigo Saldanha Abadi, 44 anos
Foi o quarto homicídio de 2026 em Santa Maria. A vítima, de 44 anos, foi localizada sem vida na Rua Fernandes Vieira, no Bairro Carolina, e o caso foi enquadrado como homicídio após investigação. O corpo foi encontrado no dia 6 de março.

Adolescente de 16 anos
O caso aconteceu no dia 4 de abril e foi a a quinta vítima de homicídio no ano em Santa Maria. O adolescente, 16 anos, foi morto após troca de tiros na Rua Serafim Valandro, no Bairro Rosário, conforme registro policial.

 
Tendência de queda desde 2025
A redução dos indicadores já vinha sendo observada ao longo de 2025. No ano passado, Santa Maria registrou 36 homicídios, frente a 66 em 2024, uma queda de 45%.
Segundo o delegado regional da Polícia Civil, Sandro Meinerz, o resultado não está ligado a uma ação isolada.
— Esses números são fruto do trabalho da Polícia Civil, da Brigada Militar, da Polícia Penal e das instituições que atuam de forma integrada no combate à criminalidade — afirmou em entrevista.
De acordo com ele, o enfrentamento ao tráfico de drogas e a atuação sobre grupos criminosos impactaram diretamente na redução dos crimes.
— Quando se retira lideranças, se reduz a capacidade de articulação e os conflitos que muitas vezes resultam em homicídios — disse.

Ações integradas e uso de tecnologia
Entre os fatores apontados pelas forças de segurança para a redução dos homicídios estão o reforço do policiamento ostensivo, ampliação de abordagens preventivas, operações conjuntas entre forças de segurança, uso de inteligência policial e o monitoramento por câmeras e análise de dados.


O comandante do 1º Regimento de Polícia Montada, tenente-coronel Marcus Giovani Mello da Silva, destacou o uso de tecnologia no planejamento das ações.
— Nós fazemos uma análise dos dados, utilizamos o monitoramento por câmeras e integramos essas informações com o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Penal — afirmou.
Segundo ele, o mapeamento de áreas com maior incidência criminal permite direcionar o efetivo de forma mais precisa.


Perfil dos casos e investigações
 Conforme a Polícia Civil, os homicídios registrados em 2026, em Santa Mariam, apresentam dinâmicas distintas. O tráfico de drogas respondia pela maioria dos crimes até o ano passado. Nos dois primeiros meses deste ano, os casos foram classificados como crime passional e por intervenção policial, sem relação com o tráfico.
As investigações seguem para esclarecer motivação, autoria e circunstâncias de cada ocorrência. Outro ponto destacado pelas autoridades é a mudança na forma de investigação, que passou a buscar não apenas os executores, mas também possíveis mandantes e envolvidos.
– A responsabilização não se limita a quem executa o crime, mas também a quem participa da organização – afirma o delegado regional Sandro Meinerz.



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