Foto: Vinicius Becker (Diário)
O hangar está em construção ao lado do Aeroporto Municipal de Santa Maria e será a base da nova unidade do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.
A implantação do 3º Esquadrão de Aviação da Brigada Militar em Santa Maria entrou em uma nova etapa. Após os trabalhos de preparação do terreno, começou a montagem da estrutura do hangar que receberá o helicóptero da corporação. Mesmo com atrasos provocados pelas chuvas durante o inverno, a previsão da Brigada Militar permanece a mesma: iniciar as operações aéreas em Santa Maria e na Região Central até o fim deste ano.
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A atualização foi feita pelo comandante regional da Brigada Militar, coronel Cleberson Bastianello, no Bom Dia, Cidade quinta-feira (17). Segundo ele, as condições climáticas atrasaram principalmente as etapas de terraplanagem, empedramento e drenagem da área. Com essa fase concluída, a expectativa é de avanço mais rápido na montagem da estrutura.
— Mesmo com os pequenos atrasos que tivemos, em razão da intempérie, basicamente, não mudou o nosso planejamento final de esse ano ainda começarmos as operações — afirma Bastianello.
O hangar está em construção ao lado do Aeroporto Municipal de Santa Maria e será a base da nova unidade do Batalhão de Aviação da Brigada Militar. Em julho, quando o projeto técnico foi apresentado, o terreno ainda passava pelos trabalhos de preparação para receber a estrutura.
Aeronave e equipe já estão garantidas
Segundo Bastianello, a Brigada Militar já tem aeronave e equipe técnica definidas para Santa Maria, inclusive pilotos. Assim, o início das atividades depende principalmente da conclusão da estrutura necessária para manter a operação aérea na cidade.
— Nós temos todas as garantias. Temos a aeronave, temos a equipe, a equipe técnica já definida, pilotos e tal. Da parte da Brigada Militar, estamos prontos. Assim que terminarmos essa execução de obras, as operações começam na cidade de Santa Maria e na região — explica.
A previsão é de que Santa Maria receba um dos novos helicópteros adquiridos pelo Estado, embora essa definição ainda não seja definitiva. Conforme Bastianello, uma das novas aeronaves já está no Brasil e a outra deveria chegar nos próximos dias. Caso o novo equipamento não seja destinado imediatamente à cidade, uma aeronave que já integra a frota poderá iniciar o serviço.
Para a operação, segundo o comandante, o modelo não deverá limitar os serviços, já que as aeronaves utilizadas pela Brigada Militar funcionam como plataformas multimissão.
A expectativa é de que o helicóptero chegue à cidade quando toda a estrutura estiver pronta, possivelmente entre novembro e dezembro. Bastianello explica que não basta transferir a aeronave para Santa Maria: a implantação exige equipe técnica, pessoal administrativo e toda a logística necessária para manter o serviço diariamente.
— Nós só vamos iniciar quando tivermos mínimas condições de iniciar todo o serviço completo. Nós não podemos fazer uma coisa pela metade — destaca.
Helicóptero atenderá toda a Região Central
A atuação da aeronave não ficará restrita ao policiamento em Santa Maria. O helicóptero poderá ser empregado em operações policiais, transporte de equipes para locais de difícil acesso, ações de Defesa Civil, buscas em áreas de mata e resgates em acidentes rodoviários, entre outras situações.
A estrutura também permitirá respostas mais rápidas a ocorrências graves em outros municípios da Região Central. Bastianello cita como exemplos situações em Jaguari, Rosário do Sul e municípios da Quarta Colônia, além do interior de Santa Maria.
As aeronaves também contam com recursos como câmeras termais e imageadores térmicos, que permitem buscas e operações durante a noite e auxiliam na localização de pessoas em áreas de mata.
Simulação mostrou redução no tempo de atendimento
A Brigada Militar já realizou uma simulação para avaliar a utilização desse tipo de serviço na região. O treinamento ocorreu no ano passado, na região da Quarta Colônia, e simulou o atendimento a um acidente de trânsito no Arroio Grande.
Segundo Bastianello, desde o acionamento da aeronave até o deslocamento ao local, atendimento pré-hospitalar, imobilização da vítima e transporte até o heliponto do Hospital Astrogildo de Azevedo, a operação simulada levou oito minutos.
O comandante explica que os pilotos e tripulantes são preparados para realizar pousos em diferentes locais, como ruas, campos de futebol e pátios, o que amplia as possibilidades de atendimento em situações de emergência.
No caso do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), que não possui heliponto, a Brigada Militar já identificou e georreferenciou áreas próximas que podem ser utilizadas para pousos em situações de emergência.
Projeto começou a avançar em julho

A implantação do 3º Esquadrão de Aviação avançou em julho, quando autoridades militares, representantes do poder público e lideranças empresariais participaram da apresentação do projeto técnico do hangar. Na época, a preparação do terreno já havia começado.
Parte dos recursos para a obra veio de prestações pecuniárias administradas pela Justiça Federal, destinadas a projetos de interesse da sociedade. Também há participação da prefeitura, que assumiu parte do investimento e trabalhos de infraestrutura, como terraplanagem e drenagem.
Com o avanço da montagem do hangar, a expectativa da Brigada Militar é manter o cronograma para que Santa Maria passe a contar com o serviço aéreo ainda em 2026. Segundo Bastianello, a estrutura colocará a cidade entre os poucos municípios gaúchos com uma unidade desse tipo.