Foto: Vinicius Becker (Diário)
Após o evento realizado pelo Grupo de Mobilidade (Gmob) da UFSM na Feira do Livro na quinta-feira (13), para tratar de logística do Estado, o Diário conversou com exclusividade com o diretor geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino, para cobrar as novidades do projeto de duplicação dos 9 km da Faixa Nova de Camobi (RSC-287). Faustino, que é formado na UFSM, explicou o que ainda falta para a aprovação final dos projetos da duplicação, cuja entrega pela empresa Engemin está com dois anos e oito meses de atraso, mas garantiu que mesmo assim, o Daer já iniciou os cálculos do custo da obra para tentar agilizar a licitação.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
– O projeto da Faixa Nova já está em processo final de aprovação. A empresa recebeu o pedido do Daer para fazer os ajustes na conexão dos viadutos. As etapas anteriores foram todas aprovadas. Então, só falta esse ajuste. A expectativa é que eles nos entreguem na sexta-feira (14), então nós estamos na expectativa de receber esse produto completo para, na semana que vem, termos o projeto fechado. Paralelamente a isso, já estamos adiantando o Orçamento. Assim que tivermos o fechamento do projeto, para ter o orçamento fechado, também vai ser muito rápido, porque já estaremos com ele concebido. É uma obra que vai passar dos R$ 200 milhões e que vai mudar a realidade da região de Santa Maria – disse Faustino.
Segundo ele, a expectativa é terminar o orçamento da obra ainda em agosto:
– Para que, em setembro, nós tenhamos o pacote finalizado para obter a autorização da Secretaria da Fazenda e fazer a licitação. O nosso compromisso público é ainda este ano concluir essa fase de projeto e orçamento para licitar essa obra e iniciá-la, quem sabe, ainda este ano – prometeu o diretor do Daer.
Questionado se haverá mesmo verbas para fazer a duplicação, ele explicou que, quando a obra iniciar, o Daer vai prever verbas divididas em quatro anos.
– Nós sabemos a dificuldade econômica que enfrenta o Estado, pois não adianta fazer um cronograma muito curto e, depois, o Estado não ter recurso suficiente. Nós fizemos um prazo alongado já pensando em um fluxo financeiro que possa ser viabilizado para que a próxima gestão consiga ter recurso para finalizar a obra. A obra vai ser licitada de uma maneira única, até pela complexidade. Mas a concepção do cronograma foi feita para que a empresa possa entregar parciais ao longo da obra, até para encaixar nos orçamentos anuais disponíveis em um total de quatro anos que esperamos que tenha a duração da obra – disse Faustino.
Diante da burocracia de licitações e obras públicas, será difícil conseguir licitar a obra ainda este ano e é normal haver incerteza sobre quantos anos a duplicação levará para ser concluída. Porém, apesar do atraso de mais de dois anos na entrega dos projetos pela Engemin, o assunto está sendo tratado e andando no Daer. Pior seria se nem houvesse projeto sendo feito. Desde 2020, o Diário cobra o governo pela obra de duplicação.