Aplicativo “Chamar 192” é alternativa para solicitar atendimentos de urgência em Santa Maria

Aplicativo “Chamar 192” é alternativa para solicitar atendimentos de urgência em Santa Maria

Foto: Vinicius Becker (Diário)

O aplicativo “Chamar 192” é uma alternativa para solicitar atendimentos de urgência e emergência em Santa Maria. Disponível gratuitamente para celulares Android e iOS, a ferramenta permite informar dados do paciente, compartilhar a localização, descrever a ocorrência e enviar imagens à Central de Regulação. O recurso pode auxiliar no acionamento do serviço em situações de instabilidade nas ligações telefônicas para o número 192.


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Implantado pelo governo do Rio Grande do Sul em 2019, o sistema permite que os usuários cadastrem previamente dados pessoais e endereços frequentes, como casa e trabalho. As informações auxiliam a equipe de regulação na identificação do paciente e do local da ocorrência.

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Em agosto, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu 1.419 pessoas em Santa Maria, segundo a coordenadora do serviço no município, Jenifer Bianchin, 27 anos. A maior parte dos registros foi classificada como atendimentos clínicos, que representaram 57% (803 atendimentos) do total informado pela coordenação. As ocorrências traumáticas corresponderam a 20% (286 atendimentos), enquanto outras causas representaram 16% (225 atendimentos) e transportes 7% (150 atendimentos).

Não há um levantamento que diferencie quantas solicitações ocorreram por telefone e quantas tiveram origem no aplicativo, já que as demandas passam pela mesma Central de Regulação.

A estrutura local conta com cinco ambulâncias: duas Unidades de Suporte Avançado (USAs), que dispõem de médico, enfermeiro e condutor socorrista, e três Unidades de Suporte Básico (USBs), com técnico de enfermagem e condutor. A gestão da frota e das equipes é realizada pelo Instituto Masper, por meio de uma parceria com a prefeitura.


Como funciona o atendimento pelo 192

Apesar do aplicativo, a maioria das solicitações ainda é feita pelo telefone 192, de acordo com a coordenação do Samu. As ligações são atendidas inicialmente por um rádio-operador da central estadual, em Porto Alegre, responsável por coletar informações básicas sobre a ocorrência e o endereço. Em seguida, a chamada é repassada automaticamente, via software, para o médico regulador que atende Santa Maria, responsável por avaliar o caso e definir a assistência necessária.

Foto: Vinicius Becker (Diário)

O processo pode apresentar dificuldades quando a ligação cai durante o repasse ou quando o solicitante desliga antes de falar com o médico, acreditando que o pedido de socorro já foi registrado. Se a chamada não chega à etapa de regulação médica, o atendimento não tem continuidade por aquele contato.

Nesse contexto, o aplicativo oferece outro meio para encaminhar as informações à Central de Regulação. A ferramenta, no entanto, não substitui a avaliação médica: assim como nas solicitações por telefone, o pedido precisa ser analisado para que seja definido o tipo de atendimento e a equipe a ser enviada.


O que é possível fazer pelo aplicativo

Além do cadastro prévio, o Chamar 192 possibilita indicar se a solicitação é para o próprio usuário ou para outra pessoa. Durante o chamado, é possível informar o endereço, acrescentar pontos de referência e descrever a situação por meio de um chat. Para fornecer informações precisas e atualizadas em tempo real, é necessário que a pessoa que solicita o atendimento esteja no local da ocorrência.

A ferramenta também permite compartilhar a localização do celular e enviar fotografias da ocorrência. As informações são encaminhadas à equipe de regulação e podem auxiliar na identificação do local e na compreensão da situação relatada.

Por utilizar a conexão com a internet, o aplicativo pode ser uma opção em locais onde há acesso a Wi-Fi ou dados móveis, mas as ligações telefônicas apresentam instabilidade. 

Segundo a coordenação, o recurso também é utilizado em solicitações de transferência entre serviços de saúde, integrando o fluxo entre unidades como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) e o Hospital Regional.


O papel do aplicativo na pronta-resposta

Para a coordenadora do Samu em Santa Maria, Jenifer Bianchin, uma das principais vantagens do aplicativo Chamar 192 é a facilidade de uso: 

Coordenadora do serviço no município, Jenifer Bianchin, 27 anosFoto: Vinicius Becker (Diário)

– Todo mundo tem o telefone na mão. Às vezes, se tu está sozinho na cena, pode até ser mais rápido do que ligar para o 192, colocar no viva-voz e prosseguir. Mas, no geral, hoje em dia, a gente pega o celular e digita.

Durante o lançamento da ferramenta, em 2019, outro aspecto apontado pela Secretaria Estadual da Saúde foi a possibilidade de reduzir os trotes. Como o aplicativo exige a identificação do usuário para registrar a solicitação, o cadastro pode dificultar o envio de chamados falsos. Naquele ano, mais de 74 mil ligações falsas foram registradas, segundo dados divulgados à época pelo Estado.


Confira os dados dos atendimentos em agosto

  • Total informado: 1.419 atendimentos.
  • Atendimentos clínicos: 803 registros (57%).
  • Atendimentos traumáticos: 286 registros (20%).
  • Outras causas: 225 registros (16%).
  • Transportes: 150 registros (percentual a confirmar).
  • Dia da semana com mais atendimentos: sábado.
  • Média diária informada: 44 atendimentos.
  • Período com maior concentração de chamados: das 13h às 19h.
  • Entre os atendimentos clínicos: ocorrências metabólicas, neurológicas e psiquiátricas.
  • Entre as ocorrências registradas: quedas e colisões estiveram entre as principais causas de atendimento.


Central de Regulação funciona no Ciosp

A estrutura responsável por avaliar os chamados do Samu em Santa Maria também passou por mudanças nos últimos anos. Em novembro de 2023, foi implementada no município a Central de Regulação Compartilhada (CRC), instalada no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

O modelo reúne profissionais dedicados à regulação do serviço, incluindo a avaliação inicial das solicitações e a regulação médica. A equipe analisa as informações recebidas, orienta os solicitantes quando necessário e define quais recursos devem ser mobilizados para cada ocorrência.

A partir dessa avaliação, as ambulâncias de suporte básico ou avançado são encaminhadas conforme a necessidade identificada pelo médico regulador.


Samu recebeu R$ 181 mil em equipamentos

Além dos recursos digitais utilizados no acionamento do serviço, o Samu de Santa Maria recebeu R$ 181 mil para a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento de urgência. Segundo as informações fornecidas pela coordenação, o recurso é oriundo de emendas impositivas destinadas por vereadores municipais.

Samu recebeu R$ 181 mil em equipamentosFoto: Vinicius Becker (Diário)

ntre os itens citados estão cardioversores, materiais para acesso intraósseo e um aparelho de ultrassom portátil para uso nas ambulâncias. Os equipamentos ampliam os recursos disponíveis às equipes durante os atendimentos. A coordenaEdora também ressaltou a importância de manter insumos e materiais para garantir a assistência aos pacientes.



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