1º trimestre tem alta de 32% no número de acidentes e total de 7 mortes em Santa Maria

1º trimestre tem alta de 32% no número de acidentes e total de 7 mortes em Santa Maria

Foto Deni Zolin

O crescimento de 32% no número de acidentes nas ruas e estradas de Santa Maria e o registro de sete mortes, no primeiro trimestre de 2026, preocupam e são motivo de análise da Escola de Trânsito de Santa Maria, órgão ligado à prefeitura. Só nos três primeiros meses do ano, foram 218 acidentes no município, o que representa uma média de dois por dia e totaliza 53 sinistros a mais do que os 165 registrados no 1º trimestre de 2025. Além disso, o total de sete óbitos no começo deste ano é 75% maior do que os quatro registrados nos primeiros três meses do ano passado.


Dados do 1º trimestre


2024
2025
2026
Variação 2025/2026
Acidentes
176
165
218
32%
Feridos
219
215
290
34%
Mortos
5
4
7
75%

 
A coordenadora da Escola de Trânsito de Santa Maria, Lucimar de Sá, diz que ainda está sendo feita uma pesquisa aprofundada dos sinistros deste ano, mas ela alerta que os motoristas precisam mudar de hábitos, pois mais de 90% dos casos são provocados por falhas humanas. Por isso, ela chama de sinistros, e não acidentes, pois a grande maioria poderia ser evitada.

– Isso está nos assustando bastante. A gente tinha no município a maior redução de sinistros com morte nas vias municipais. Este ano, nós já estamos com três mortes em vias municipais. As vias estaduais, que vinham sem sinistros com mortes, agora a gente teve uma morte em 2026. Temos de chamar a atenção de que mais de 90% são falhas humanas, em que se pode evitar – afirma.

 
Lucimar pede que, para tentar reduzir esses números, os condutores precisam se conscientizar principalmente a não passar no sinal vermelho nem desrespeitar as placas de pare, pois essas infrações são responsáveis pela metade dos acidentes em Santa Maria.

 
– Hoje, o avanço de sinal, dentro das vias municipais, é o principal fator para os sinistros. Isso vale tanto para quem fura o sinal vermelho no semáforo quanto para quem não respeita a placa de pare e avança sobre a preferencial. Isso tem a ver com a velocidade e a pressa na trânsito – comenta.

 
A coordenadora também alerta para o uso do celular, que é muito frequente e arriscado, e relembra também que os motociclistas têm de se dar conta de que eles não possuem cinto de segurança, airbag ou qualquer proteção. Por isso, precisam ter condução ainda mais defensiva. Porém, os dados de acidentes revelam o contrário.

 
Em Santa Maria, 20% da frota é de motocicletas e quase 60% de automóveis. Mas na proporção dos sinistros, o percentual é de quase um empate técnico entre motos e automóveis envolvidos. A frota de automóveis é três vezes maior que o de motocicletas, mas nos sinistros, o número de motos e automóveis é quase o mesmo – diz Lucimar.

 
Para tentar frear o número de acidentes e mortes, Lucimar diz que é feito um trabalho integrado entre as forças de segurança, com ações focadas nos locais e horários com maior número de acidentes. Ela ressalta também que, em maio, Santa Maria vai retomar as operações da Balada Segura, com uso frequente de bafômetro.

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