Foto Tales Trindade, arquivo, 20/03/2026
Com o início da retirada das pontes metálicas do Exército Brasileiro sobre o Arroio Grande, na RSC-287, as dúvidas: afinal, quanto custou para manter essas estruturas no local, pois havia militares dia e noite de plantão no local, e quem pagou essa conta? Para responder a essas perguntas, o Diário questionou o Comando Militar do Sul, que esclareceu. Segundo o Exército Brasileiro, o custo para manter as duas pontes operando foi de quase R$ 700 mil, que estão sendo pagos pela União, por meio da Defesa Civil Nacional. Nessa conta, não estão incluídos os salários pagos pelo Exército para os 14 militares que ficaram permanentemente no local para a correta operação e manutenção das pontes.
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Vale lembrar que a ponte de Arroio Grande, na RSC-287, caiu em 30 de abril de 2024, no início da grande enchente. O tráfego foi liberado no dia 30 de maio daquele ano, com a primeira ponte metálica, em sistema de pare e siga, pois a estrutura é estreita, com o trânsito em um só sentido por vez. Como se formavam longas filas e houve grande queixa da comunidade e dos motoristas, o Ministério Público Estadual pressionou o governo do Estado, que acionou o Exército para instalar a segunda ponte móvel. Ela entrou em operação em 27 de outubro de 2024, acabando com o pare e siga. Ambas as estruturas ficaram em operação até 20 de março de 2026, quando a primeira ponte de concreto foi concluída pela Rota de Santa Maria, ao lado da pista antiga.
A desmontagem das pontes móveis iniciou na última segunda-feira (13) pelo Exército e deve levar 20 dias para ser concluída. No lugar delas, a Rota vai construir uma segunda ponte definitiva de concreto, já deixando o trecho de 800 metros duplicado até outubro ou novembro deste ano.
Diário - Qual o custo total estimado para o Exército para manter as pontes móveis operando no local desde que foram instaladas?
Comando Militar do Sul - O custo total estimado para o Exército manter as pontes operando, até o momento (fim de março), é de cerca de R$ 689 mil. O valor final será totalizado até a conclusão da desmontagem das equipagens, por ocasião da Prestação de Contas Final (PCF) ao Órgão concedente (Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil - Sedec/ Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional - MIDR). Os gastos com pagamento de pessoal do Exército Brasileiro empenhado no funcionamento das pontes, 24 horas por dia, sete dias da semana, não estão inclusos nestes valores.
Diário - O custo para manter as pontes será bancado pelo próprio Exército, pela Rota de Santa Maria, governo do Estado ou Defesa Civil Nacional? E o valor já foi pago ou será pago?
Comando Militar do Sul - O custo para manutenção das pontes está sendo custeado por Termo de Execução Descentralizada (TED), firmado entre o MIDR (por intermédio da Sedec) e o Ministério da Defesa (através do Comando do Exército, o qual é representado pelo Departamento de Engenharia e Construção - DEC). Já foi repassado cerca de 74% do valor total do Plano de Trabalho previsto para a atividade.