Foto: Vinicius Becker (Diário)
O projeto de duplicação dos 9 km da Faixa Nova de Camobi (RSC-287), que deveria ter sido entregue pela empresa Engemin, do Paraná, em setembro de 2023, chegou ao Daer neste ano, mas falta agora o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem concluir as análises técnicas para aprovar a entrega. Nos últimos meses, o Daer havia informado que pretendia concluir a aprovação em maio. Depois, prometeu para junho. E na sexta, a resposta foi a seguinte: “a análise do projeto de duplicação da RSC-287 encontra-se na fase final e deverá ser concluída nas próximas semanas”.
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Como a obra é complexa, dentro do perímetro urbano, é importante que o Daer faça uma análise criteriosa do projeto para evitar problemas futuros. A alegação do departamento é justamente essa, de que é preciso “assegurar que todos os aspectos técnicos sejam devidamente avaliados antes da aprovação definitiva”. O problema é que o atraso é longo.

Apesar de o Daer informar que está fazendo análise criteriosa, há dúvidas e queixas quanto a algumas soluções previstas no projeto, como o viaduto com rotatória alongada no cruzamento da Faixa Nova de Camobi com a Avenida Roraima, no acesso principal à UFSM. A universidade avalia se essa seria a melhor solução para o acesso ao campus, ou se essa obra poderá gerar mais problemas no futuro.
O projeto de duplicação prevê a construção de três viadutos: na entrada principal da UFSM, pela Avenida Roraima; no acesso ao Novo Horizonte e ao Alto da Colina; e no acesso secundário da universidade pela estrada de Pains, no trevo do Della Favera. Também estão previstas ciclovia, iluminação e calçadas ao longo da duplicação. Porém, ainda há muitas dúvidas do que será feito em outros trevos e pontos de grande movimento.
Pelo projeto original, o Daer prevê que não seja mais possível atravessar de um lado para o outro da rodovia na Rua, onde tem a sinaleira e é acesso à Cohab Fernando Ferrari. A entrada e saída de veículos para a cohab seria concentrada pelo viaduto na saída do Novo Horizonte, na Rua Evaldo Behr. O Daer também não esclareceu ainda como ficará a duplicação no trevo de acesso à Maringá e ao bairro São José e nos acessos aos residenciais Moradas, Terra Nova e à sede campestre do Clube Dores.
Ainda não há estimativa oficial do custo para duplicar os 9 km entre os trevos da estação rodoviária e do aeroporto. No início deste ano, o então secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, afirmou ao Diário que a duplicação deveria custar mais de R$ 200 milhões e que, após o início, a princípio seria uma obra que levaria pelo menos dois anos para ficar pronta, na melhor das hipóteses. Em maio, o Daer confirmou que, após aprovar definitivamente o projeto, tentará incluir a obra no orçamento do Estado e que pretende licitar a duplicação ainda em 2026.
O que diz o daer
“O Daer informa que a análise do projeto de duplicação da RSC-287 encontra-se em fase final e deverá ser concluída nas próximas semanas. Ao longo do processo, o Departamento solicitou à empresa responsável ajustes e complementações técnicas, procedimento necessário para garantir a correção, a qualidade e a conformidade do projeto com as normas de engenharia e segurança viária.
O Daer tem o compromisso de assegurar que todos os aspectos técnicos sejam devidamente avaliados antes da aprovação definitiva. Atualmente, as equipes técnicas do Departamento realizam a análise de um volume superior a seis mil páginas de documentos, estudos e demais elementos que compõem o projeto.
A complexidade da intervenção exige uma avaliação criteriosa, uma vez que a RSC-287 atravessa áreas densamente povoadas e apresenta desafios técnicos significativos para a implantação das obras.
Por isso, o Daer tem priorizado a verificação de todas as soluções propostas, buscando garantir que o projeto atenda adequadamente às características do local e proporcione segurança, funcionalidade e eficiência para a execução da obra e, posteriormente, para os usuários da rodovia.”