Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Três pessoas foram presas em flagrante durante uma operação que investiga furtos de animais e a comercialização clandestina de carne sem procedência em São Gabriel. Deflagrada nesta semana, a Operação Garimpo cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em diferentes pontos do município.
A investigação da Polícia Civil apura furtos de animais na localidade de Cerro do Ouro, no interior de São Gabriel, e a possível existência de uma cadeia de receptação e comercialização da carne proveniente dos crimes.
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A primeira prisão ocorreu na segunda-feira (31), no Corredor de Bagé. Durante as buscas, os policiais encontraram uma espingarda calibre 28 mantida de forma irregular.
As outras duas prisões ocorreram na quarta-feira (2), durante fiscalizações em dois estabelecimentos comerciais no Bairro Bom Fim. Nos locais, foram encontrados mais de 60 quilos de carne e derivados sem comprovação de origem ou inspeção sanitária, além de outros alimentos considerados impróprios para o consumo.
A fiscalização nos estabelecimentos contou com a participação da Secretaria Municipal da Agricultura e da Vigilância Sanitária de São Gabriel. Os órgãos auxiliaram na verificação das condições dos produtos e na identificação das irregularidades sanitárias.
Investigação apura cadeia de comercialização
Conforme a Polícia Civil, a Operação Garimpo busca identificar os envolvidos em diferentes etapas do esquema, desde os responsáveis pelos furtos dos animais até aqueles que teriam recebido e comercializado irregularmente os produtos.
O delegado Daniel Severo, titular da Delegacia de Polícia de São Gabriel e responsável pela investigação, afirma que as apurações identificaram indícios de que a atuação criminosa não terminaria com a retirada dos animais das propriedades rurais.
– Há toda uma cadeia criminosa destinada a dar aparência de legalidade ao produto do crime. Nossa investigação demonstrou indícios da comercialização de carne sem origem comprovada, colocando em risco não apenas o patrimônio dos produtores rurais, mas também a saúde da população – afirma Severo.
Conforme o delegado, a investigação pretende responsabilizar tanto os envolvidos nos furtos quanto possíveis receptadores e pessoas que tenham lucrado com a comercialização irregular da carne.