Bloqueios por estudantes na Acampamento e Vale Machado são liberados e ônibus voltam a circular

Bloqueios por estudantes na Acampamento e Vale Machado são liberados e ônibus voltam a circular

Foto: Mateus Rossato (Diário)

Os bloqueios realizados por estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo foram encerrados no fim da manhã desta segunda-feira (9) em Santa Maria. As manifestações ocorriam na Rua do Acampamento e na Avenida Vale Machado, no centro da cidade.

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Segundo informações apuradas no local, os manifestantes liberaram as vias após negociações com a Brigada Militar. Com isso, os dois pontos de bloqueio foram desfeitos e os grupos começaram a se dispersar.

Os protestos haviam sido organizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em reação ao reajuste da tarifa do transporte coletivo, que entrou em vigor nesta segunda-feira (10).

A moção para o novo ponto de bloqueio ocorreu após ônibus passarem a utilizar rotas alternativas para evitar o protesto na Rua do Acampamento. Cerca de 20 integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) deslocaram a mobilização para a Rua Vale Machado, no centro da cidade.

Segundo os manifestantes, a mudança ocorreu após a Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU) alterar trajetos para contornar a paralisação inicial.

 Criamos mais um ponto de breque aquiNão adianta a ATU querer mudar rota, trocar nome de ônibusa gente vai brecar – afirmou Luiz Bonetti, representante do DCE.

De acordo com a reportagem do Diário, ao menos três ônibus foram paralisados no novo ponto de manifestação. Motoristas tentaram dialogar com os manifestantes no local.


Foco nas linhas da universidade

Segundo o DCE, o protesto é direcionado apenas aos ônibus que fazem aligação com a UFSM para evitar impactos maiores em outras regiões da cidade.

– Estamos fazendo isso com os ônibus da universidade porque não queremos atrapalhar o trabalhador. Sabemos como o trabalhador sofre com isso – afirmou Bonetti.

Conforme os manifestantes, linhas que atendem bairros seguem operando normalmente.

– Se a ATU e a prefeitura colocam a mão no nosso bolso, nós vamos mexer com o lucro deles com os ônibus da linha da universidade, porque nos colocam que nem sardinha dentro do ônibus – disse o representante estudantil.

Mais cedo, o presidente da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), Luiz Fernando Maffini, criticou o protesto em entrevista à Rádio CDN e afirmou que a mobilização dos estudantes teria “viés político”.

Protesto contra aumento da tarifa

A mobilização ocorre em reação ao reajuste da tarifa do transporte coletivo que entrou em vigor nesta segunda-feira. Com o aumento, a passagem paga em dinheiro passou de R$ 6,50 para R$ 7,25, enquanto o valor no cartão subiu de R$ 5,90 para R$ 6,65.

Segundo Bonetti, o DCE já havia avisado que poderia realizar paralisações caso o aumento fosse mantido.

– Na sexta-feira dissemos: ou o prefeito recuava e não aumentava o preço da passagem ou a gente iria paralisar a cidade. E é isso que está acontecendo.


Críticas à prefeitura

O representante do diretório estudantil também criticou a forma como o reajuste foi adotado.

– Enquanto a prefeitura for covarde e decretar um aumento de quase um real sem falar com ninguém, sem ouvir a população e sem fazer a licitação, não vamos mais aguentar quietos – afirmou.

Bonetti também criticou diretamente o prefeito Rodrigo Decimo, alegando falta de diálogo com os estudantes.

– Fizemos anúncio público para a prefeitura que eles deveriam recuar. A prefeitura está fingindo que não é com ela, como sempre, fechando os olhos. Se tantas pessoas estão sendo prejudicadas pelo breque, a culpa é da prefeitura e acima de tudo do prefeito Rodrigo Decimo, que decretou o aumento no canetaço e saiu de férias – disse.


Protestos devem continuar

Segundo o DCE, não há prazo definido para o fim da paralisação.

– Não temos prazo para sair – afirmou Bonetti.

Os estudantes também convocaram novos atos ao longo da semana. Um deles deve ocorrer nesta terça-feira (10), às 15h, na Câmara de Vereadores, onde o grupo pretende cobrar a abertura de uma CPI para investigar o transporte público na cidade.

Ainda conforme o diretório, um ato público está marcado para às 17h, na Praça Saldanha Marinho, no centro de Santa Maria.

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