Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Duas operações especiais realizadas pela Polícia Civil em janeiro resultaram na prisão de 31 agressores de mulheres no Rio Grande do Sul. As ações tiveram como foco o combate à violência de gênero, doméstica e familiar, especialmente em casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência.
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De acordo com dados divulgados pela Polícia Civil, as operações “Ano-novo, Vida Nova” e “Mulher Segura” mobilizaram mais de 400 agentes e cumpriram 30 mandados de prisão, além de uma prisão em flagrante. As iniciativas foram desencadeadas após episódios violentos registrados no início do ano no Estado.
Coordenada pelo Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), a operação “Ano-novo, Vida Nova” ocorreu no dia 20 de janeiro, com duração de 24 horas. A ação envolveu 363 policiais e teve ordens judiciais cumpridas em 53 municípios, resultando na apreensão de quatro armas de fogo e munições. Já no dia 28 de janeiro, uma operação integrada com as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher de Porto Alegre terminou com dois homens presos, um deles em flagrante, além da apreensão de outras três armas.
Segundo dados da Polícia Civil, o Rio Grande do Sul fechou o mês de Janeiro com 11 feminicídios. Para enfrentar o cenário, o DPGV anunciou a criação da Equipe de Pronta Resposta, prevista para entrar em operação no início de fevereiro. O grupo será responsável pelo atendimento rápido e qualificado a ocorrências envolvendo grupos vulneráveis, inicialmente na Capital, com expansão gradual para o interior do Estado.
O diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira, destacou que o trabalho seguirá sendo repressivo e preventivo, com reforço na qualificação dos agentes e fortalecimento da rede de proteção às vítimas. A diretora da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), delegada Waleska Alvarenga, informou que uma nova operação especial será realizada em fevereiro para dar continuidade ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Em casos de urgência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo 190. Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 181 ou pela Delegacia Online.