Foto: Vinicius Becker (Diário)
O Rio Grande do Sul encerrou o primeiro turno das Eleições 2026 com 101 ocorrências eleitorais em 54 municípios, conforme o balanço final divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-RS). Propaganda eleitoral irregular, com 33 casos, e boca de urna, com 25, foram as situações mais registradas pelas forças de segurança.
Em Santa Maria, foram quatro casos: um de boca de urna, dois classificados como “outros crimes eleitorais” e uma apreensão de material de campanha. Os números permaneceram os mesmos do balanço parcial divulgado às 19h.
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Além de Santa Maria, Cruz Alta também aparece entre as cidades da Região Central com ocorrências, com um caso de boca de urna. No levantamento final, Tupanciretã, que aparecia no boletim anterior com um registro de propaganda eleitoral irregular, não consta na relação divulgada pela SSP-RS.
No Estado, além dos 33 casos de propaganda irregular e dos 25 de boca de urna, foram contabilizados 15 registros classificados como “outros crimes eleitorais”, seis de desordem que prejudicou os trabalhos eleitorais, cinco de "crime eleitoral", três apreensões de material de campanha e três casos de transporte ilegal de eleitores.
Também houve duas ocorrências de lesão corporal em locais de votação ou apuração. Com um registro cada, aparecem sinistro de trânsito com morte, desacato, desobediência às ordens da Justiça Eleitoral, furto em local de votação ou apuração, impedimento ou embaraço ao exercício do voto, porte ilegal de arma de fogo, tumulto, vias de fato e violência política de gênero.
Primeiro turno sem incidentes graves
A SSP-RS avaliou que o primeiro turno ocorreu sem incidentes graves na área da segurança pública. Ao longo deste domingo, o monitoramento na sede da Secretaria resultou na divulgação de quatro boletins.
O secretário da Segurança Pública, Mário Ikeda, considerou baixo o número de ocorrências diante do total de eleitores do Estado.
— O processo ocorreu de maneira tranquila, sendo a propaganda irregular (33 casos) e a boca de urna (25 registros) as principais ocorrências atendidas pelas forças de segurança — afirmou.
O acompanhamento reuniu representantes da Brigada Militar, Polícia Civil, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal e outras instituições.
Outra frente ampliada durante a eleição foi o Programa de Monitoramento do Agressor, em ação planejada com o TRE-RS para evitar encontros entre vítimas e agressores nos locais de votação ou nas proximidades.
Conforme a secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, houve reforço de efetivo e contatos ao longo do dia para verificar a situação das vítimas. Nenhuma ocorrência relacionada ao programa foi registrada, que atualmente acompanha 1.657 mulheres no Estado.
Caso seja necessária a mobilização no segundo turno, marcado para 25 de outubro, a SSP-RS prevê retomar a operação com o mesmo efetivo de 9,5 mil servidores, além da equipe responsável pelo monitoramento.