Foto: Vinicius Becker (Diário)
“Eu achei que não ia sobreviver.” Foi o que pensou Cristian Dias Belarmino, 40 anos, durante a madrugada desta segunda-feira (21), quando foi puxado pela correnteza de um riacho que passa ao lado da casa onde mora, em Santa Maria. A força da água o levou para dentro de uma tubulação e por cerca de 200 metros até que ele conseguisse chegar à margem.
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Segundo Cristian, era por volta das 3h quando um vizinho chamou os moradores e avisou que o riacho estava subindo. A água invadiu uma das casas do terreno, e um portão também foi deslocado durante o alagamento.
Cristian conta que, ao tentar chegar até uma vizinha para pedir ajuda, acabou sendo puxado pela água. A correnteza o levou para dentro de uma tubulação próxima à casa. Durante o percurso, ele tentou se segurar em galhos e em uma árvore, mas não conseguiu permanecer preso por causa da força da água.

– A gente não nada contra a corrente. Ela vai levar e a gente vai tentando segurar. Quando deu na altura de uma árvore, eu tentei me segurar, não consegui. A força da água quebrou os galhos, e eu fui tentando sair para a margem. Aí eu consegui – relatou.
Cristian estima que tenha percorrido cerca de 200 metros ou mais até conseguir sair da correnteza. Pouco depois, o primo dele, Igor Cheron Lopes, 17 anos, também caiu na água ao tentar ajudar. Cristian conseguiu retirar o adolescente da correnteza.
O homem teve algumas escoriações nas pernas e em outras partes do corpo. Depois do ocorrido, permaneceu no local.
– Eu agradeço a Deus que eu estou vivo. Eu achei que não ia sobreviver, não – disse.
Primeira vez que a água chega com essa força

Cristian conta que o riacho já havia subido em outras ocasiões, mas que nunca havia passado por uma situação semelhante.
– Desde que nós temos aqui, é a primeira vez. Rio abaixo, acho que foi a primeira vez mesmo – afirmou.
Segundo ele, a distância percorrida pela correnteza foi de aproximadamente 200 metros ou mais. Ao lembrar do trajeto, Cristian diz que não sabe o que poderia ter acontecido caso tivesse perdido a consciência durante o percurso.
– Se tivesse batido a cabeça, tivesse ficado inconsciente, não estaria vivo aqui – afirmou.