Foto: Reprodução
A ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que incluiu bombardeios e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, provocou reações imediatas e divididas entre a comunidade internacional. Governos de diferentes regiões do mundo se posicionaram nas últimas horas após a confirmação da ação por parte de Washington, que caracterizou a operação como um “ataque em larga escala”.
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Diversos países condenaram a intervenção e destacaram a necessidade de respeito ao direito internacional.
Colômbia, México, Chile, Argentina e Cuba
Na América Latina, governos como os de Colômbia, México e Chile expressaram forte crítica à ofensiva. O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que a ação representa uma ameaça à soberania da Venezuela e pediu uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar da crise.
O México, por meio de sua chancelaria, também condenou as operações militares unilaterais, afirmando que qualquer forma de ação que coloque em risco a estabilidade da região é inaceitável. O presidente chileno Gabriel Boric reforçou o apelo por uma solução pacífica e destacou a importância de se buscar a mediação diplomática, em vez de recorrer à força.
Por outro lado, autoridades de países como Argentina, sob liderança de Javier Milei, elogiaram a operação e viram a ação dos EUA como um movimento necessário contra o regime de Maduro. Esse apoio de setores mais alinhados com a política externa norte-americana reflete as divisões políticas globais diante da crise venezuelana.
Governos aliados de Caracas, como Cuba, também reagiram firmemente, qualificando o ataque como uma agressão criminosa e convocando a comunidade internacional a responder com urgência às ações militares que, segundo Havana, colocam em risco a paz não só na Venezuela, mas em toda a América Latina.
Espanha, Itália, Alemanha e Rússia
Na Europa, governos como o da Espanha pediram moderação e defenderam a legalidade internacional, oferecendo mediação para reduzir tensões. A União Europeia e outros líderes europeus reforçaram a importância de uma solução que observe o multilateralismo e a estabilidade regional.
Na Itália, o governo informou que acompanha com atenção a evolução da crise na Venezuela, especialmente no que diz respeito à segurança da comunidade italiana residente no país. O ministro das Relações Exteriores afirmou que o tema está sendo tratado como prioridade e que a primeira-ministra Giorgia Meloni recebe atualizações constantes sobre a situação e possíveis impactos para cidadãos italianos.
O governo da Alemanha informou que observa com apreensão os desdobramentos da crise na Venezuela. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou que mantém comunicação constante com a representação diplomática alemã em Caracas e anunciou a convocação de um grupo especial para avaliar a situação e definir possíveis medidas diante do cenário atual.
A Rússia qualificou a ação como um ato de agressão armada e afirmou que a soberania venezuelana precisa ser garantida sem interferências externas. Autoridades russas também enfatizaram a importância de evitar uma escalada do conflito e buscar soluções por meio do diálogo.
Coreia do Sul e Irã
Já na Coreia do Sul, o presidente Lee Jae Myung determinou a adoção de medidas preventivas para proteger sul-coreanos que vivem ou estão em território venezuelano. Segundo a Presidência, o governo foi orientado a elaborar planos de contingência, incluindo a possibilidade de evacuação, caso o agravamento do cenário represente riscos à segurança dos cidadãos do país.
Para Irã, o ataque representa uma clara violação da integridade territorial da Venezuela, e o país declarou forte condenação às ações militares dos EUA, reiterando que a intervenção contraria normas básicas do direito internacional.