Jovem é condenado a 24 anos de prisão pelo homicídio de policial civil da região em praia do sul do Estado

Jovem é condenado a 24 anos de prisão pelo homicídio de policial civil da região em praia do sul do Estado

Foto: Róger Walteman (Divulgação)

Júri popular de Gabriel Lima Corrêa, 28 anos, ocorreu segunda-feira no Fórum de Rio Grande

O réu Gabriel Lima Corrêa, 28 anos, foi condenado a 24 anos de prisão pelo homicídio do comissário de polícia Marcelo da Silveira Machado, 52, que era morador de São Gabriel. O júri popular ocorreu na segunda-feira (13), no Fórum de Rio Grande, no sul do Estado.  

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O crime ocorreu em janeiro de 2025, no Balneário Cassino, onde os dois, que mantinham um relacionamento amoroso, passavam férias em um apartamento alugado. Segundo o Ministério Público (MP), Machado trocava um botijão de gás no imóvel, localizado na Rua Bagé, quando Corrêa teria jogado álcool sobre ele e provocado o incêndio

O comissário de polícia Marcelo da Silveira Machado, 58 anos, teve o corpo queimado com álcool pelo companheiro em janeiro de 2025 Foto: Reprodução

O crime aconteceu porque Corrêa teria ficado inconformado com o término da relação com o policial civil. 
Machado sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. Mesmo ferido, informou aos investigadores sobre o que havia acontecido. Ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral da Santa Casa de Rio Grande, onde permaneceu por oito dias, e morreu em 28 de janeiro.

O réu também ficou ferido e foi internado no mesmo hospital. Após receber alta médica, Côrrea foi preso preventivamente e encaminhado ao Presídio Estadual de Rio Grande

O julgamento de segunda-feira, que se encerrou somente no final da noite, contou com seis testemunhas de defesa e acusação. Ao final, os jurados acolheram a tese de homicídio qualificado apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a autoria e as qualificadoras apontadas na denúncia.  

Gabriel Corrêa, que segue preso, deverá cumprir a pena em regime fechado. 

 

O que diz a defesa

A defesa de Gabriel Lima Corrêa, feita pelo Escritório Walteman & Hentsch Advogados, informou que houve "relevantes indícios de nulidades processuais ocorridas durante a sessão plenária, aptas a comprometer a regularidade do julgamento". Por  isso, a defesa pretende recorrer da sentença. 

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