Arquivo Pessoal
Estudante foi morto na noite de 13 de novembro de 2025
A família de Diogo Henrique Goulart Streb, 18 anos, morto a tiros por um policial militar em São Pedro do Sul em novembro de 2025, organiza para sexta-feira (27), a partir das 16h, uma caminhada por justiça na cidade. O ato terá concentração na Igreja da Matriz, e passará pela Escola Estadual De Educação Básica Tito Ferrari, onde o jovem estudava. Logo depois, irá até a Avenida Walter Jobim, onde ocorreu o crime. O ato reunirá pais, irmãos, tios, amigos e conhecidos do jovem.
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Segundo Silvia Maria, tia de Diogo, o objetivo é cobrar respostas das autoridades e da rede de ensino, além de denunciar o que classificam como uma sequência de omissões antes do crime, que completou três meses recentemente.

A tia relata os impactos diretos do luto na família. De acordo com ela, os familiares mais próximos precisaram de tratamento.
- O pai do Diogo Henrique chegou a ser internado em clínica psiquiátrica por depressão grave, enquanto a mãe e os irmãos estão com acompanhamento psicológico - relata.
Ela diz que os pais nunca foram chamados formalmente para prestar depoimento após o fechamento do caso, e cobram explicações da Polícia Civil e da direção escolar.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 14 de novembro e chocou São Pedro do Sul. André Fernando Brum Silveira, 39 anos, policial militar, é apontado como autor dos disparos que mataram Diogo e feriram a esposa, uma professora da rede educacional, antes de tirar a própria vida.
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O policial teria interceptado o jovem e a esposa em via pública. Diogo foi morto no local; a professora ficou ferida e recebeu atendimento hospitalar. O autor dos disparos morreu na sequência.
Câmeras de monitoramento registraram a abordagem. A principal hipótese levantada à época pela investigação foi a de crime passional, com possível motivação ligada a um relacionamento extraconjugal.
Diogo, aluno da rede municipal, era descrito por familiares como “caseiro e brincalhão”, muito ligado à família. A comoção se espalhou pela cidade: escolas suspenderam aulas, houve homenagens ao estudante e manifestações públicas de solidariedade.
Cobrança por novas respostas

- A polícia simplesmente fechou o caso e não sabemos nada. Até hoje não foi chamado ninguém para dar uma satisfação do encerramento - finalizou