Eduardo Leite vê intervenção na Venezuela como ameaça à paz na América Latina

Eduardo Leite vê intervenção na Venezuela como ameaça à paz na América Latina

Foto: Vinicius Becker (Diário)

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, se manifestou publicamente diante dos graves acontecimentos registrados na Venezuela, após a invasão do país por forças dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro. Em nota divulgada nas redes sociais, Leite expressou preocupação com a escalada de tensão na América Latina e defendeu o respeito aos princípios do direito internacional.

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No posicionamento, o governador fez críticas diretas ao governo venezuelano, classificando o regime de Maduro como ditatorial e apontando violações de direitos humanos, restrição de liberdades e sofrimento imposto à população. Ainda assim, destacou que a ação militar de uma nação estrangeira contra um Estado soberano não pode ser aceita.

– O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável – afirmou. 

Eduardo Leite ressaltou que a solução para crises políticas e institucionais deve ocorrer por meios diplomáticos, com diálogo e respeito à soberania dos países envolvidos, e não por intervenções armadas.

– Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas – declarou Leite. 

Ao final da manifestação, o governador declarou solidariedade ao povo venezuelano, que, segundo ele, enfrenta mais um momento de instabilidade e incerteza em meio ao agravamento do cenário internacional.


Confira a nota completa:

"Diante dos graves acontecimentos na Venezuela, com a invasão pelos Estados Unidos e a captura do presidente Maduro, manifesto minha profunda preocupação com a escalada de tensão em nossa região. O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável. Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil."


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