Foto: Reprodução
O Tribunal do Júri da Comarca de Cacequi condenou dois homens, na última quinta-feira (15), pelo homicídio de Felipe de Mello Lemes, ocorrido em janeiro de 2024. As penas são de 12 anos e de 18 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
Dois homens foram condenados pelo homicídio qualificado de Felipe de Mello Lemes, morto a tiros em 25 de janeiro de 2024, em Cacequi, na região central do Rio Grande do Sul. O julgamento ocorreu na quinta-feira passada (15), no Tribunal do Júri da comarca. Darlan Baptista Vieira recebeu pena de 12 anos de prisão, enquanto Ádrisson Maciel Oliveira foi condenado a 18 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, ambos em regime inicial fechado.
+ Receba as principais notícias de Santa Maria e região no seu WhatsApp
Conforme informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), os jurados reconheceram a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento foi presidido pelo juiz Valeriano Santos Filho, da Vara Judicial da Comarca de Cacequi.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Vieira teria atraído Lemes para um encontro sob o pretexto de vender produtos. Após uma conversa inicial, a vítima demonstrou interesse na negociação, e os dois combinaram um local para a entrega. Posteriormente, o ponto de encontro teria sido alterado pelo acusado.
Ao chegar ao endereço combinado, Lemes foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados por Vieira, conforme a acusação. O Ministério Público apontou Oliveira como mandante do homicídio. Durante o julgamento, porém, a motivação do crime não foi suficientemente esclarecida.
Prisões e indenização
Na sentença, o magistrado determinou a execução provisória das penas, com a manutenção da prisão de Darlan Vieira e a expedição de mandado de prisão contra Ádrisson Oliveira.
Além das condenações, a Justiça estabeleceu o pagamento de R$ 20 mil de indenização por danos morais por cada um dos réus, destinados aos parentes da vítima. O valor total fixado é de R$ 40 mil.
A decisão foi proferida na quinta-feira (15). O TJRS não informou se as defesas dos condenados pretendem recorrer da sentença.