Foto: Policia Civil (Divulgação)
Um banco pintado de vermelho passou a integrar, nesta terça-feira (12), a área externa do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) como símbolo permanente de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa, realizada em parceria com diferentes instituições, também contou com palestras sobre feminicídio e violência de gênero voltadas a servidores, profissionais da saúde, professores e estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
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A ação teve participação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, representada pelo delegado regional de Santa Maria, Sandro Luís Meinerz, que abordou durante a palestra temas ligados ao feminicídio, aos indicadores de violência doméstica e à necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção e proteção às vítimas.
Segundo o delegado, o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada entre instituições públicas, sistema de Justiça, área da saúde e sociedade civil. Durante a fala, ele destacou a importância da conscientização e do acesso à informação para romper o ciclo de violência e prevenir novos casos.
A atividade reuniu autoridades da área da segurança pública, do Judiciário e da universidade. Participaram do ato o vice-reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Tiago Bandeira Marchesan, o diretor do HUSM, Humberto Moreira Palma, e o juiz do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Santa Maria, Rafael Pagnon Cunha, que também participou como palestrante.
Símbolo de conscientização
O chamado Banco Vermelho é utilizado em diferentes cidades do país como símbolo de alerta contra a violência de gênero e o feminicídio. A proposta busca chamar a atenção da população para os altos índices de violência contra as mulheres e reforçar a necessidade de políticas públicas de acolhimento, proteção e prevenção.
Durante o evento no HUSM, profissionais da saúde, servidores e integrantes da comunidade acadêmica participaram ativamente das discussões, com perguntas e manifestações relacionadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção da violência doméstica e à necessidade de mudança cultural sobre o tema.
Conforme os organizadores, a instalação do banco junto ao hospital pretende manter o debate permanente dentro da universidade e ampliar a conscientização sobre a importância da denúncia e da proteção às mulheres em situação de violência.