Santa Catarina

Sequestro de Fabíola teria como objetivo produzir vídeos de pornografia infantil

Investigação da polícia catarinense também apurou que outra criança foi vítima de estupro de vulnerável pelo casal, que é do Rio Grande do Sul

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Foto: Foto: Polícia Civil (divulgação)

Foto: Polícia Civil (divulgação)
Delegado titular da DPCAMI, Fábio Pereira, e diretora da Polícia Civil da Grande Florianópolis, Eliane Chaves, agradeceram a integração de todas as forças de segurança pública de SC. 

Produção de pornografia infantil foi o que teria motivado o rapto da menina Fabíola, 4 anos, em Palhoça (SC). Em uma coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que a investigação também apurou que uma outra criança da grande Florianópolis foi vítima de estupro de vulnerável pelo mesmo casal. O inquérito do caso foi concluído na terça-feira. 

Conforme o delegado Fábio Pereira, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), os sequestradores procuravam, em redes sociais, instituições que auxiliam famílias em vulnerabilidade social. Com isso, eles se aproximavam oferecendo cestas básicas, presentes e passeios com o objetivo de ganhar a confiança das famílias. A partir disso, alguns pais permitiam que as crianças fossem para a casa do casal.

- Foi apurado que algumas crianças passavam até um mês na casa desse casal. E uma dessas crianças, a Polícia Civil acabou por descobrir que foi vítima de crimes de abuso sexual, produção de imagens pornográficas, bem como crimes de armazenamento dessas imagens - disse Pereira. 

As outras crianças que eram levadas para a residência não ficou comprovado que houve crimes de abuso sexual contra elas. 

Com a conclusão do inquérito, o delegado informou que além de sequestro qualificado, o crime terá o acréscimo da qualificadora de fins libidinosos, em relação ao abuso sexual de crianças. O casal, ele de 43 anos e ela de 25, também foi indiciado por lesão corporal grave contra a mãe da criança e maus-tratos a animais - já que um cachorro que foi encontrado na casa do casal apresentava sinais de que era maltratado.

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O delegado explicou que, em relação a Fabíola, não foi apurado mais nenhum delito de cunho sexual contra ela. E que foi o homem que agrediu a mãe da criança, a santa-mariense Simone Tormes Lima, 44 anos, na noite em que aconteceu o sequestro.

O casal segue preso preventivamente, porém não foi informado em qual cadeia a dupla está. A casa onde Fabíola foi resgata passou por perícia e já foi liberada. 

Fábio Pereira, titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI)

OUTRAS VÍTIMAS
A investigação também apurou que o casal já havia se aproximado de outras crianças. Em um dos casos, ficou comprovado que a criança, que não teve a idade divulgada, foi vítima de estupro de vulnerável. 

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Veja abaixo a coletiva de imprensa da Polícia Civil catarinense:


O CASO
A menina Fabíola foi raptada da própria residência, na noite de 18 de dezembro, em Palhoça, depois de o casal de sequestradores ir até a casa da família e agredir a mãe da criança. Fabíola foi encontrada na madrugada do dia 20 no norte da ilha de Florianópolis (SC). A mãe da menina, Simone, reside em Santa Catarina há 9 anos.  

De acordo com a Polícia Civil, a residência onde Fabíola foi encontrada estava totalmente bagunçada e não havia condições de uma pessoa estar naquele ambiente. Ainda em relato sobre as condições do local onde a criança foi resgatada, o delegado João Fleury contou que na casa haviam fezes de animais misturadas a roupas de crianças e brinquedos macabros. 


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