Santa Maria

Polícia faz novo alerta sobre golpes do cartão bancário

'Banco nenhum manda funcionário buscar o cartão do cliente em casa. Isso é golpe' disse a delegada Débora Dias, da delegacia de proteção ao idoso

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Foto: Maurício Barbosa (Bei)
Policiais apreenderam três cartões bancários, 10 máquinas de cartão, dois telefones celulares e algumas anotações com os criminosos

Após a prisão de mais dois estelionatários paulistas em Santa Maria na tarde desta quarta-feira, a delegada Débora Dias, Titular da Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate a Intolerância (Dpicoi) da Polícia Civil (PC) alerta para que as pessoas tenham cuidado e muita atenção ao receberem ligações de bancos ou centrais telefônicas. Na terça-feira, dois estelionatários aplicaram o golpe do cartão em quatro pessoas aqui na cidade. Na quarta-feira, uma quinta pessoa caiu no golpe, mas não teve prejuízo porquê os policiais chegaram bem na hora e prenderam os golpistas.

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Para a delegada, os criminosos presos nesta quarta-feira, não fazem parte da mesma organização criminosa que os que agiam em Santa Maria e foram presos durante o ano passado. Conforme ela, todas as vítimas em Santa Maria são idosos. É preciso ter mais atenção e não facilitar a ação dos criminosos.

- Se receber ligação dizendo que é da central de segurança do cartão, que é de central de investigação de clonagem de cartão, desligue o telefone. O que tem que ficar bem claro é que os bancos não entram em contato nem por telefone, nem por e-mail. Eles não perguntam dados, não confirmam e muito menos a senha. A pessoa tem que desligar o telefone e ligar para o banco ou para o seu gerente de contas, ou até mesmo ir até o banco. Mas não fornecer nada, e jamais o banco vai mandar um funcionário. Ontem (Quarta-feira) eles estavam se apresentando como Policial Federal que estava investigando a clonagem do cartão. Então, ninguém vai buscar cartão na casa de ninguém, muito menos cartões bancários. Também não deve ser falado ou confirmado qualquer dado por telefone - disse Débora.


Os dois paulistas de 27 e 37 anos, foram presos no Bairro Salgado Filho no momento em que pegavam o cartão da quinta vítima. Um dos suspeitos atirou um telefone celular no chão, na tentativa de danificar o aparelho, para não fornecer provas à polícia. Com eles, foram apreendidos três cartões bancários, 10 máquinas de cartão, dois telefones celulares e algumas anotações. Todo material foi encaminhado à delegacia e vai passar por perícia. Os dois foram encaminhados à Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm). A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da dupla e aguarda a decisão da justiça nos próximos dias. O prejuízo para uma das vítimas foi de R$30 mil. O valor total furtado pelos criminosos ainda não foi divulgado pela polícia.

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DICAS

- Quanto atender ligações falando que é do banco ou da central de segurança do cartão, desligue o telefone

- Nunca forneça ou confirme dados bancários ou pessoais pelo telefone

- Não envie ou entregue a senha do cartão bancário para pessoas estranhas

- Não entregue o cartão para pessoas estranhas ou que digam que são do banco ou de qualquer órgão de segurança

- Quando atender uma ligação e for algo desse gênero, ligue para polícia ou vá até uma delegacia.

DENÚNCIAS 

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Em 2020, pelos menos 67 casos foram registrados na Polícia Civil. Segundo a polícia, os estelionatários lesaram as vítimas em cerca de R$ 600 mil. Em dezembro do ano passado, a PC desencadeou a operação Alcateia, que cumpriu 54 mandados de busca e apreensão em São Paulo e prendeu 15 pessoas por aplicarem ou participarem de alguma forma dos golpes do cartão, que deixou prejuízo em várias vítima em Santa Maria, Pelotas e outras cidades do Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, a organização criminosa agia em pelo menos sete estados. A operação foi coordenada pela Delegada Débora Dias, titular da Delegacia do Idoso, que registra alto índice de ocorrências de golpes desse tipo.   

- Infelizmente, eles seguem aplicando os golpes e as pessoas ainda caem. Banco nenhum vai mandar buscar o cartão na casa dos clientes. Enquanto eles (os golpistas) estiverem vindo, nós continuaremos prendendo - disse Débora.

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O GOLPE

O golpista liga para a vítima informando que alguém está usando um cartão de crédito em seu nome para realizar compras em um estabelecimento comercial e pede autorização para concluir a transação. A vítima diz que não autoriza a compra e o golpista, então, explica que um representante da instituição bancária irá até o seu endereço para realizar o bloqueio do cartão.

A vítima também é orientada a destruir o cartão e a entregar o chip para o suposto representante do banco com o número da senha para que o bloqueio possa ser efetivado. É nesse momento que o golpe é consumado. De posse do chip do cartão e da senha, o estelionatário realiza operações como saques e compras em nome da vítima.


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