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Polícia Civil desarticula quadrilha que trazia drogas ao Estado em voos clandestinos

Operação Golf foi deflagrada nesta quinta em diferentes cidades gaúchas. Aviões pousavam em aeroclubes do Interior

Foto: Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Aviões de pequeno porte eram usados por criminosos para o transporte de cocaína, maconha, ecstasy e outros entorpecentes

Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Aviões de pequeno porte eram usados por criminosos para o transporte de cocaína, maconha e ecstasy, além de armas

A Polícia Civil deflagrou a Operação Golf, no combate ao tráfico de drogas visando desarticular organização criminosa que operava voos clandestinos para trazer grande quantidade de drogas para o Rio Grande do Sul. O trabalho é realizado pelo Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc),

A investigação teve início após uma apreensão realizada no final de abril em que foram apreendidos 46 kg de cocaína, além de 14,6 kg de insumos, 500 gramas de maconha, 430 comprimidos de ecstasy, uma pistola Glock e três veículos, em ação que contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No decorrer da investigação, a polícia descobriu que o grupo trazia em torno de 200 kg drogas semanalmente para o Estado, utilizando pequenas aeronaves, em voos clandestinos. Os aviões pousavam em pequenos aeroclubes e, dali, a droga era transportada e distribuída para os municípios.

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No final da tarde de quarta, após monitoramento de um avião utilizado pela quadrilha, os agentes prenderam dois suspeitos que estavam com mandado de prisão preventiva decretada. Eles haviam realizado voos dentro do Estado e foram presos após pousarem em Novo Hamburgo. Com eles, foram apreendidos US$ 4 mil, documentos e equipamentos.

MANDADOS 
Na manhã desta quinta, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, sendo em Porto Alegre, Gravataí, São Leopoldo, Capão da Canoa e no Estado de São Paulo, nas cidades de Araras e Bragança Paulista, resultando na prisão de mais duas pessoas e na apreensão de uma aeronave. Além de dois operadores presos em abril, da esposa de um deles que executava tarefas de controles financeiros, foram presos um mecânico de aeronaves, um piloto e o responsável pela célula criminosa, no qual recai a suspeita de receber ordens diretamente do sistema penitenciário federal.

O diretor de Investigações do Denarc, delegado Carlos Wendt, afirma que a continuidade do trabalho investigativo da rota aérea será compartilhada com a Polícia Federal, por envolver tráfico internacional de drogas a partir da fronteira com o Paraguai.

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Já o diretor do Denarc, delegado Vladimir Urach, destaca que o serviço essencial do departamento é justamente combater este tipo de organização criminosa que busca fora e distribui no Rio Grande do Sul grande quantidade de drogas e que tem relação com outras organizações criminosas do país.

A ação integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar a presença do Estado em áreas conflagradas pelo tráfico de drogas e de focar no enfraquecimento das grandes organizações criminosas.

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