Alquimia

Operação da Polícia Civil prende quatro pessoas em Cruz Alta

Realizada em quatro estados do país, ação teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na fabricação e comercialização de agrotóxicos falsificados

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Foto: Foto: Polícia Civil (divulgação)

Foto: Polícia Civil (divulgação)

Uma operação da Polícia Civil prendeu quatro pessoas, na manhã desta terça-feira, em Cruz Alta. Denominada Operação Alquimia, a ação desencadeada em 15 cidades de quatro estados, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na fabricação e comercialização de agrotóxicos falsificados.

Ao todo, 53 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão preventiva foram cumpridos em 12 cidades do Rio Grande do Sul e em outros municípios de São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Também houve bloqueio de contas e apreensão de veículos dos investigados. No Estado, as buscas se concentraram nas cidades de Cruz Alta, Ijuí e Cachoeira do Sul, mas também foram feitas em São Borja, Santana do Livramento, Pantano Grande, Candelária, Passa Sete, Joia, Bagé, Pejuçara e Santa Cruz do Sul. Nos outros estados, a operação aconteceu em Ribeirão Preto (SP), Sinop (MT) e Feira de Santana (BA).

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Em Cruz Alta, dos quatro presos, três foram em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Na cidade, os mandados foram cumpridos no bairros Turíbio Veríssimo, Centro, Independência, Bonini I, Brum II e no interior do município.

Em todas as 15 cidades onde a operação foi deflagrada, armas, munições, produtos falsos, embalagens, documentos e nove veículos foram apreendidos.

Foto: Polícia Civil (divulgação)

Segundo a Polícia Civil, as prisões preventivas foram decretadas contra os líderes do grupo, embora o número de integrantes seja maior. Os suspeitos envolvidos nos crimes possuem passagens pela polícia por crimes como estelionatos, furtos e receptação de defensivos, contrabando, descaminho, crimes ambientais e associação criminosa.

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Um dos principais líderes da organização, um empresário de Ribeirão Preto (SP), foi preso durante a operação. O homem chegou a ser preso em flagrante em março de 2020, com a descoberta de um dos seus laboratórios clandestinos. Entretanto, ele foi solto na sequência, quando então pode retornar com as remessas.

Ao todo, uma pessoa foi presa em Ribeirão Preto (SP), duas em Sinop (MT), uma em Bagé, uma em Ijuí, uma em Cachoeira do Sul e quatro em Cruz Alta. 

INVESTIGAÇÕES
Conforme a Polícia Civil, a investigação da Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) apurou que grandes carregamentos de agrotóxicos falsos seriam fabricados em Ribeirão Preto (SP) e eram transportados e armazenados nas cidades de Ijuí e Cruz Alta. Das duas cidades gaúchas, os produtos seriam repassados a integrantes da organização para serem negociados com os agricultores de outras regiões. Seria no município paulista que residiria a grande liderança da organização.

Durante a investigação, foram apreendidos produtos falsificados com integrantes do grupo nas cidades de Ijuí e Cruz Alta, além de terem sido apreendidos também com agricultores lesados. Amostras foram encaminhadas para análise das empresas fabricantes, sendo então constatada a total ausência do princípio ativo dos produtos.

Foto: Polícia Civil (divulgação)

FALSIFICAÇÃO
De acordo com a investigação, para falsificar os produtos os criminosos utilizavam produtos químicos diversos sem qualquer controle ou cuidado relativos à aquisição, transporte, armazenamento e manipulação desses compostos, provocando danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Além disso, o prejuízo econômico causado aos agricultores são severos, já que os produtos não apresentam eficácia quando aplicados nas lavouras.

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Alguns criminosos integrantes do grupo também possuem envolvimento com roubos a propriedades rurais e receptação de produtos. Há ainda indivíduos envolvidos com a prática de contrabando.

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