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Gil Rugai, condenado por matar pai e madrasta, vai para o regime semiaberto

Ex-seminarista foi condenado a 33 anos pelos crimes, em 2004. Ele viveu um ano escondido em Santa Maria, onde foi preso

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Foto: Foto: Reprodução
Gil Rugai foi condenado em 2013, mas devido a recursos cumpriu menos de oito anos em regime fechado

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Gil Rugai foi condenado em 2013, mas devido a recursos cumpriu menos de oito anos em regime fechado

O ex-seminarista Gil Rugai, condenado a 33 anos e nove meses de prisão pela mortes do pai e da madrasta no interior de São Paulo, foi para o regime semiaberto na terça-feira. O benefício foi concedido, no último dia 19, pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, que não acatou o parecer contrário do Ministério Público (MP).

A juíza paulista decidiu pela ida do ex-seminarista ao semiaberto enumerando alguns pontos a favor do detento, como exame criminológico, considerado "positivo", e o comportamento, classificado como "ótimo". Da pena de 33 anos, que cumpria no presídio de Tremembé (SP), permaneceu menos de oito anos na cadeia.

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O crime, que teve repercussão nacional, aconteceu em 28 de março de 2004. O jovem, na época com 23 anos, matou o pai, Luiz Carlos Rugai, 40 anos, com seis tiros. Em seguida, assassinou a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, com cinco disparos. Os dois eram publicitários.

O casal foi encontrado morto em sua casa na cidade de Perdizes, no oeste de São Paulo. Segundo a polícia, Gil Rugai cometeu os crimes depois de o pai descobrir que ele desviava dinheiro de sua empresa, uma agência de publicidade. O jovem, que trabalhava na agência, nega os assassinatos.

Depois do duplo homicídio, o ex-seminarista fugiu e se escondeu em diferentes cidades. Em 2008, veio morar em Santa Maria, onde residiu por um ano. Ele morava na Rua Coronel Niederauer, no Centro, e estudava em um cursinho pré-vestibular com a intenção de cursar Medicina na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O foragido também chegou a trabalhar com publicidade na cidade e em Restinga Sêca até ser descoberto por meio de uma reportagem da TV Record, que mostrou imagens do suspeito na cidade. A prisão ocorreu em 2008, quatro anos após os crimes.

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SEM RECURSO
A Justiça condenou Gil Rugai pelo duplo homicídio em 2013. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a prisão em regime fechado. Já em 2015, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou soltar o réu a pedido da defesa, que a defesa alegou ausência de fundamentação da decisão que o condenou.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação definitiva, sem possibilidade de recurso. 

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