santana da boa vista

Duas pessoas são condenadas por assalto a banco com reféns e tentativa de homicídio em 2019

Crime aconteceu em 30 de agosto daquele ano em uma agência do Banrisul. Cerca de 50 pessoas foram feitas reféns

Taísa Medeiros
Foto: Foto: Renan Mattos (Diário, BD, 30/08/2019)
Agência do Banrisul atacada fica no centro da cidade

Foto: Renan Mattos (Diário, BD, 30/08/2019)
Agência atacada fica no centro da cidade. Dois criminosos foram presos, e outros dois acabaram mortos em confronto com a polícia

TAÍSA MEDEIROS
Especial

Foram condenados pelo Tribunal do Júri de Caçapava do Sul, na última quinta-feira, dois réus acusados do assalto a uma agência bancária do Banrisul em, 2019, em que 50 pessoas foram feitas reféns. Durante a fuga, dupla também tentou matar dois policiais militares. A sessão durou 13 horas.

O crime ocorreu em 30 de agosto de 2019, na cidade de Santana da Boa Vista. Outros dois suspeitos do assalto foram mortos em confronto com a polícia na época. 

Os réus Diogo Silva Santos e Robert Job da Silva foram condenados a penas de 23 anos e 17 anos pela prática dos crimes de roubo a agência bancária, com agravamento pelo uso de arma de fogo, associação criminosa, restrição de liberdade das vítimas e de agentes feitos reféns, além de duas tentativas de homicídio duplamente qualificado contra policiais militares que participam das buscas aos assaltantes. 

Atuaram no Plenário do Tribunal do Júri o promotor de Justiça Gabriel Munhoz Capelani e os promotores Diogo Gomes Taborda, Maurício Arpini Quintana e Frederico Carlos Lang.

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O CRIME

A agência do Banrisul de Santana da Boa Vista, na Rua 17 de Setembro, foi assaltada por volta das 10h30min de 30 de agosto de 2019. Cerca de 50 pessoas (dois vigilantes, oito funcionários e 40 clientes) foram feitas reféns pelos criminosos. Como era dia de pagamento de servidores municipais e dos aposentados, o movimento no banco era maior do que o normal.

Os quatro bandidos, armados com armas longas e encapuzados, invadiram a agência, renderam as pessoas que estavam no local e fizeram um cordão humano para evitar a ação policial. A ação dos ladrões, conforme testemunhas, levou entre 20 e 30 minutos. Os assaltantes levaram dinheiro do caixa. Um funcionário do banco foi obrigado a ajudar o grupo a tirar o dinheiro do cofre da agência e dos caixas eletrônicos.

Foto: Divulgação

Os bandidos fugiram atirando e com três reféns em um Chevrolet Spin. Na ocasião, o sargento aposentado da Brigada Militar José Francisco Teixeira, na época com 78 anos, ajudou na ação policial e trocou tiros contra os criminosos usando um revólver. A ação acabou o deixando famoso no município. Teixeira morreu em julho deste ano, aos 80 anos.

Os bandidos fugiram em direção à localidade de Passo da Carreta, onde deixaram os três reféns, e seguiram a fuga pela BR-392 em direção a Canguçu. Durante a perseguição, um policial atirou e atingiu o radiador do veículo. Os três incendiaram o carro e, então, fugiram a pé para o mato. 

A INVESTIGAÇÃO

Em 3 de setembro de 2019, foram localizados os quatro suspeitos do assalto. Cerca de 100 policias da Brigada Militar e 30 viaturas percorreram as ruas e estradas do interior e montaram uma base de operações em uma fazenda.

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O último foragido, identificado como Robert Job da Silva, de 23 anos na época, foi preso na rodoviária da cidade, após pegar um ônibus na beira da BR-392, próximo do matagal onde estava escondido e onde havia um cerco policial.  

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OS OUTROS CRIMINOSOS

Ainda na sexta, um dos assaltantes do grupo foi preso, ele estava ferido e foi encontrado próximo a uma valeta na localidade de Passo das Carretas. Diogo Silva Santos, 36 anos na época, chegou a ser internado em um hospital em Pelotas.

Dois dos criminosos, Márcio Soares, 34 anos, e Éder Juliano Guntzel, 37, morreram em confronto com policiais na madrugada de domingo, em um matagal na BR-392, próximo da ponte do Rio Camaquã. Após o confronto que resultou nas mortes, foram encontradas sacolas de dinheiro, uma arma longa calibre 12, um revólver e uma pistola.

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