incêndio na capital

Buscas por bombeiros desaparecidos completam uma semana

Previsão é que equipes fiquem concentradas no núcleo do prédio durante toda esta quarta-feira

18.429

Foto: Rodrigo Ziebell/GVG
Seis equipes de bombeiros e cães do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina ajudam nas buscas 

O sétimo dia de buscas pelos dois bombeiros desaparecidos será concentrado no núcleo do prédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP). De acordo com o comandante do 1° Batalhão de Bombeiro Militar de Porto Alegre, tenente-coronel Eduardo Estevam Rodrigues, durante toda a madrugada, as equipes trabalharam para liberar o acesso a essa parte da edificação. O tenente Deroci de Almeida da Costa, 46 anos, e o sargento Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, 51, estão desaparecidos desde a noite de 14 de julho durante o combate ao incêndio que destruiu o prédio em Porto Alegre.

- Durante todo o dia, todas as equipes de busca e resgate em estruturas colapsadas e os cães de busca estarão concentrando os seus esforços, já que essa é a área onde os oito pavimentos se concentraram com o desabamento - explica o tenente-coronel. 

Trio é preso com três quilos de droga na BR-287 em Santa Maria

Para reforçar essas buscas, na terça-feira, dois binômios - dupla entre bombeiro e cão - do Corpo de Bombeiro Militar de Santa Catarina (CBMSC) chegaram na Capital. Outros quatro cães do Rio Grande do Sul já trabalham no local. 

- A vinda das equipes com cães será de grande ajuda para cobrirmos com maior agilidade e rastrearmos a área - afirmou o tenente-coronel. 

Conforme o coronel César Eduardo Bonfanti, comandante-geral do Corpo de Bombeiros do RS, esse tipo de apoio entre os dois estados é muito comum.

- Todos os estados já se colocaram a disposição, da mesma forma que, sempre que solicitados, também estamos prontos a ajudar - afirma o coronel Bonfanti.

O cabo Ronaldo Fumagalli e o cão Hunter, de Curitibanos, e o soldado Luciano Rangel e o cão Orion, de Lages, são os novos reforços para as buscas que estão concentradas em meio aos escombros. 

Foto: Rodrigo Ziebell/GVG

As equipes com cães do 4º Batalhão de Bombeiro Militar de Santa Maria - sargento Alex Sandro Brum e o cão Guapo e soldado Estefânio Guinazu Bernardes com a cadela Molly - estão no local desde a última quinta-feira. O sargento Alexandre Furtado Silveira e cadela Guria e o soldado Éderson Gomes e o cão General completam a equipe de seis cães. 

Nas mais de 150 horas de trabalho ininterruptos, cerca de 50 pessoas atuam nas buscas, por turno, com a ajuda de 13 viaturas entre caminhões de combate, resgate e máquinas para remoção de estruturas. Na área de apoio, 20 servidores e voluntários reforçam a equipe e 20 engenheiros fazem a avaliação estrutural sobre os riscos da área. 

PERÍCIA
O trabalho dos peritos entrou em uma nova fase no final da tarde de segunda-feira. Para tentar apontar como aconteceu o incêndio, a análise das imagens obtidas e do depoimento das testemunhas, que foi acompanhado pelos peritos criminais, começaram a ser analisadas. Por enquanto, não há previsão de voltar ao prédio para mais levantamentos, pois isso só deve acontecer depois que os bombeiros encerrarem o trabalho de resgate.

Maioria dos crimes de furto e roubo tem queda no primeiro semestre de 2021

De acordo com o IGP, devido aos estragos causados na estrutura do prédio, as causas do incêndio deverão ser apenas presumidas. Isso acontece porque toda a estrutura da edificação foi danificada e comprometida pelo fogo.

INVESTIGAÇÕES
Um inquérito policial foi aberto pela Polícia Civil para apurar as causas do incêndio. O caso está sendo investigado como incêndio culposo, mas, como nenhuma hipótese pode ser descartada, a verificação do caso também passará pela possibilidade de incêndio criminoso.

Internet

wpp.png