Foto: Vinicius Becker (Diário)
Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro solicitaram ampliação do horário devido a problemas no transporte público e às fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do país.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por duas horas o horário de votação do segundo turno das eleições em todo o Brasil, neste domingo (25). Com a decisão, o encerramento, inicialmente previsto para as 17h, passa para as 19h, pelo horário de Brasília. A medida ocorre após as campanhas dos candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentarem pedidos de ampliação do horário devido a dificuldades no transporte público e aos impactos das fortes chuvas em diferentes regiões do país.
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A coligação de Lula havia acionado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o STF após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores. Já a campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a extensão da votação em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidos por alagamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e problemas de acesso às seções eleitorais.
Pedido do PT apontou problemas no transporte público
A coligação de Lula apresentou, na tarde deste domingo, uma petição de urgência solicitando a prorrogação da votação até as 19h em municípios afetados por dificuldades no transporte coletivo. O documento, assinado às 15h42min, foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A campanha também apresentou o pedido ao STF, onde Cristiano Zanin foi sorteado relator.
Inicialmente, a solicitação abrangia Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Posteriormente, a campanha relatou problemas em municípios de pelo menos outros nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Em São Paulo, a petição apontou que cerca de 60% da frota de ônibus estaria em circulação, apesar da determinação judicial para que todos os veículos previstos operassem. Também foram relatadas longas esperas, redução de linhas e dificuldades de acesso ao transporte gratuito em outras localidades.
Em Roraima, a campanha mencionou problemas no deslocamento de comunidades indígenas. No Pará, foram relatadas dificuldades de transporte na região do Marajó.
A coligação também solicitou providências das autoridades policiais diante de possíveis obstáculos ao exercício do voto.
Pedido do PL citou chuvas no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais
A campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE neste domingo, solicitando a ampliação da votação por duas horas em municípios afetados pelas fortes chuvas.
No Rio Grande do Sul, o pedido mencionou São Borja, Itaqui e Uruguaiana, municípios atingidos por chuvas e pelo risco de cheia do Rio Uruguai. A campanha citou alertas da Defesa Civil e dificuldades que poderiam impedir o deslocamento de eleitores até as seções eleitorais.
Em Minas Gerais, foram mencionados Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana da capital. Segundo a petição, dados preliminares da Cemig indicavam que pelo menos 163 locais de votação teriam registrado falta de energia elétrica, sendo 18 em Belo Horizonte e 65 na Região Metropolitana.
A campanha também relatou alagamentos, interrupções de vias e outros problemas provocados pelo temporal.
Além da extensão do horário, a coligação pediu que a Justiça Eleitoral considere as condições climáticas na análise das justificativas de ausência de eleitores que não conseguiram comparecer às urnas.