Foto Dnit, Divulgação
Trincheira no sentido São Sepé-Itaara foi sinalizada nesta quinta e será liberada ao tráfego. No outro sentido, está sendo usada desde junho.
O último trecho da duplicação da Travessia Urbana de Santa Maria que ainda não havia sido liberado ao trânsito terá a conclusão na tarde desta quinta-feira (27), quando os veículos serão autorizados a passar pela trincheira da Uglione no sentido São Sepé-Itaara. A previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) é que o tráfego seja liberado entre 17h e 18h desta quinta nessas pistas, que são escavadas abaixo do nível do solo. Com isso, depois de anos de espera, devem finalmente acabar os congestionamentos na chegada a Santa Maria pela BR-392, pois as carretas e veículos que vêm de Rio Grande, São Sepé e do sul do Estado poderão passar direto pela trincheira, na parte central da rodovia, e seguir para Itaara e o Norte do Estado, sem precisar mais parar na rotatória da Uglione - era ali nessa via lateral que se formavam as longas filas, atrasando a viagem. Já na trincheira, não é preciso parar. O tráfego é limitado a 50 km/h na curva da trincheira embaixo do viaduto da Uglione.
Nesta quinta, equipes contratadas pelo Dnit concluíram a sinalização da pista de 800 metros que receberá o tráfego no sentido São Sepé-Itaara. O vento forte só atrapalhou a instalação de duas placas de trânsito, que serão colocadas nos próximos dias. Já o outro lado da trincheira, com as duas pistas no sentido Itaara-São Sepé haviam sido liberados no início de junho.
Depois da trincheira liberada, o Dnit só vai precisar asfaltar a rotatória no trevo da Uglione e concluir alguns trabalhos de acabamento, como calçadas. Isso deve ocorrer em breve.
Com isso, essa será a última obra da duplicação dos 14,5 km da Travessia Urbana, que iniciou em 16 de dezembro de 2014 e deverá terminar nas próximas semanas.
Com previsão inicial de três anos, a obra deveria ter acabado no final de 2017, mas acumula 11 anos e meio de trabalhos devido ao repasse de verbas abaixo do esperado desde o início, passando pelos governos Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula.
Apesar do grande atraso, muitos trechos e viadutos foram liberados ao tráfego ao longo dos anos. Em dezembro de 2017, por exemplo, foi concluído o viaduto do Castelinho. Depois, vieram os demais viadutos: Cerrito, estação rodoviária (Faixa Nova), Duque, dois na Uglione, Faixa de Rosário, Santa Marta e Tancredo Neves.
Também foram feitas novas pontes: duas no Cadena, duas no Arroio Ferreira e duas no Arroio Taquara. De passagens inferiores (túneis curtos abaixo da rodovia), foram feitos sobre a Avenida Maurício Sirotsky Sobrinho (Praça Nova), sobre a Rua Capitão Vasco da Cunha e sobre a Urlândia. Também foram feitas três passarelas (Coca-Cola, Vila Floresta e Bairro São João) e reformada a da Urlândia.
Ao todo, foram gastos mais de R$ 450 milhões para duplicar os 14,5 km.