Rajadas de vento de até 145 km/h atingem Santiago; temporal bloqueia acessos em Agudo

Rajadas de vento de até 145 km/h atingem Santiago; temporal bloqueia acessos em Agudo

Foto: Prefeitura de Santiago (Divulgação)

O retorno da instabilidade na região central do Estado entre a noite de segunda-feira (27) e a madrugada desta terça-feira (28) provocou transtornos em diferentes municípios. 

Em Santiago, os ventos chegaram a 145 km/h, segundo a estação meteorológica do Aeroporto Municipal e deixaram centenas de clientes sem energia elétrica, como também afetaram o abastecimento de água

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Já em Agudo, a chuva voltou a interromper acessos provisórios no interior, e assim dificulta a circulação de moradores.

Apesar dos problemas, não há registro de feridos ou de ocorrências graves nas duas cidades.


Ventos de até 145 km/h e falta de energia em Santiago

Em entrevista ao programa Bom Dia Cidade, da Rádio CDN (93.5 FM), o prefeito de Santiago, Marcelo Pirú, afirmou que a prefeitura mantém equipes em prontidão desde a semana passada, quando os primeiros alertas meteorológicos indicavam possibilidade de temporais.

Segundo ele, a estação meteorológica instalada no Aeroporto Municipal registrou rajadas de vento de até 145 km/h entre a noite de segunda-feira e a madrugada desta terça, além de aproximadamente 60 milímetros de chuva.

Os principais transtornos registrados foram uma residência destelhada na localidade de Monte Alegre, no interior do município, árvores caídas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

De acordo com informações repassadas pela concessionária RGE à prefeitura, 447 clientes estavam sem energia elétrica durante a manhã.

A falta de luz também comprometeu o sistema de captação de água da Corsan, deixando alguns bairros sem abastecimento.

– Foi instalado um gerador para retomar o bombeamento. Alguns bairros já tiveram o abastecimento restabelecido e outros ainda estavam nesse processo – explicou o prefeito.

Apesar da ocorrência de granizo durante a madrugada, Pirú informou que não houve relatos de danos provocados pelas pedras de gelo.

Segundo ele, a principal preocupação da administração municipal segue sendo a possibilidade de novos episódios de vento forte e granizo.

– Nós seguimos preocupados e em prontidão. O que mais nos preocupa é o granizo e o vento. A chuva acaba trazendo problemas nas estradas do interior, mas esses danos conseguimos recuperar com o tempo – afirmou.


Acessos provisórios voltam a ser interrompidos em Agudo

Em Agudo, a chuva voltou a atingir um problema recorrente desde as enchentes que afetaram o município: os acessos provisórios construídos após a destruição de pontes.

Também durante entrevista ao Bom Dia Cidade, o prefeito Luís Henrique Kittel informou que todos os acessos provisórios da região norte do município amanheceram interrompidos.

Entre os pontos afetados estão as ligações com Linha Boêmia, Ponte do Evandro, Cerro dos Prochnow, Linha Araçá e Balneário Doss.

Segundo o prefeito, sempre que o acumulado de chuva ultrapassa cerca de 50 milímetros, os arroios voltam a impedir a passagem de veículos.

– Assim que a chuva parar e o nível da água baixar, a prefeitura entra novamente com máquinas para refazer esses acessos provisórios. Enquanto eles existirem, sempre que chover teremos esse tipo de transtorno – disse.

Apesar das interrupções, o Rio Jacuí permanecia estável durante a manhã e não havia registro de alagamentos na área urbana do município.

Também não houve famílias isoladas, embora algumas comunidades tenham ficado sem acesso à sede de Agudo, utilizando rotas alternativas por municípios vizinhos, como Ibarama.


Preocupação com novas chuvas

Kittel também demonstrou preocupação com a previsão de continuidade da instabilidade ao longo da semana. Segundo ele, caso novos volumes expressivos de chuva sejam registrados nos próximos dias, os prejuízos poderão atingir o transporte escolar e o funcionamento das escolas municipais.

Se chover novamente como ocorreu nesta madrugada, provavelmente teremos problemas com o transporte escolar e algumas escolas poderão ficar sem aula. Só não enfrentamos isso agora porque estamos em período de recesso escolar – afirmou.

As prefeituras seguem monitorando as condições climáticas e mantêm equipes mobilizadas para atender possíveis ocorrências enquanto persistirem as previsões de chuva para a Região Central.

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