Foto: Vinicius Becker (Diário)
A chuva que atinge Santa Maria nesta segunda-feira (28) transforma ruas em pontos de alagamento e dificulta a circulação. A água ocupa vias, avança sobre calçadas e chega às residências, enquanto veículos e pedestres enfrentam dificuldades para passar. Ao longo da manhã e do início da tarde, a reportagem do Diário acompanha a situação em bairros como Patronato, Campestre do Menino Deus, João Goulart e Camobi, além de outros pontos da cidade. Confira abaixo um panorama.
Patronato
Na Rua Bege, no Bairro Patronato, a água toma parte da via e chega às residências. Moradores retiram os veículos das garagens para evitar que sejam atingidos e acompanham a elevação do nível da água durante a chuva.

O morador Jeferson Lotário, 48 anos, vive no local há 12 anos e afirma que o problema se repete sempre que há chuva forte. Nesta segunda (28), ele decidiu não ir ao trabalho para permanecer em casa e cuidar do imóvel:
– Cada vez que chove alaga, sempre é essa situação. A água invade a casa e hoje nós nem estamos trabalhando, eu já pedi pra ficar em casa pra cuidar, tirar os autos e cuidar as coisas dentro da casa.
Segundo Jeferson, em episódios anteriores, a água também chegou a entrar na residência. Ele afirma que moradores já fizeram solicitações em busca de uma solução para o problema.
O morador explica que a água desce de uma área localizada atrás das casas e segue em direção à tubulação existente na rua. Com a quantidade de chuva, o sistema não dá conta de escoar todo o volume, fazendo com que a água avance pela via e em direção às residências. Uma vizinha teria, inclusive, deixado a própria casa depois que a água atingiu o imóvel.
Campestre do Menino Deus

Na Travessa da Subestação, próximo à Rua Vereador Antônio Dias, no Campestre do Menino Deus, a situação também impede a circulação. A água ocupa a via e forma uma fila de veículos, enquanto um ônibus do transporte público permanece parado porque não consegue avançar.
A água chega quase à altura dos joelhos em alguns pontos. Moradores se arriscam para atravessar o trecho. A reportagem também registra a preocupação de moradores que precisam acessar residências localizadas do outro lado da área alagada, onde estão seus familiares.
Até o momento da publicação desta reportagem, não havia equipes de atendimento no ponto onde a água se acumula. O Corpo de Bombeiros está no Campestre do Menino Deus para atender uma ocorrência de queda de árvore, mas em uma área anterior ao trecho alagado.
João Goulart

Na Rua Professor Fontoura Ilha, bairro João Goulart, a água do Rio Vacacaí-Mirim avança sobre uma passagem molhada que está em obras. Conforme informações obtidas pelo Diário, o volume vindo da região da barragem do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) desce pela área durante a enxurrada e passa por cima da estrutura.
Ainda não há confirmação de que moradores estejam efetivamente ilhados. No entanto, no trecho atingido pela água, não é possível deixar a área por aquele acesso, conforme constatado durante o acompanhamento da situação.
Camobi

No Residencial Alto da Colina, na Rua Sete, em Camobi, a água também invade a via e chega aos portões das residências. O alagamento dificulta a passagem de veículos e pedestres, mas, no início da tarde, o nível começou a baixar.
A moradora e líder comunitária Tainara Liesenfeld afirma que o problema é recorrente na região. Na semana passada, a mesma rua também ficou alagada e um veículo chegou a ser levado pela correnteza.
Em abril de 2025, Tainara levou a situação à Câmara de Vereadores de Santa Maria, durante a 8ª Reunião Ordinária da Comissão Permanente de Políticas Públicas, Assuntos Regionais e Distritais. Desde então, segundo ela, a situação permanece sem solução.
Nesta segunda-feira, além da preocupação com a própria residência, o alagamento interfere na rotina da família, que tem compromissos previstos para o dia.
– Se a água não baixar, não consigo voltar para casa. Não vou conseguir levar meu filho pra aula e nem minha filha pra consulta médica à tarde. É sempre tenso quando chove. Na semana passada, de noite, não dormimos, ficamos à espreita, esperando a água baixar – relata.
Outros pontos
Além dos locais acompanhados pela reportagem, também são registrados pontos de alagamento na Rua Irmã Dulce, próxima ao Shopping Praça Nova; na rotatória entre a Avenida Maurício Sirotsky Sobrinho e a BR-158, no acesso ao shopping; e na Avenida Nossa Senhora Medianeira, em frente à Caixa Econômica Federal.
Também há água acumulada na esquina da Avenida Nossa Senhora Medianeira com a Rua Floriano Peixoto.
No último balanço divulgado pela prefeitura de Santa Maria, foram registrados alagamentos nos bairros: Campestre, Noal, Cohab Fernando Ferrari e Chácara das Flores. O município também informou localidades com acesso comprometido: o distrito de Arroio Grande, em Três Barras; o distrito de Boca do Monte, em Estância Velha; e o distrito de Passo do Verde, em Limeira.
Até o momento do balanço, não havia número informado de famílias atingidas nas localidades com acesso comprometido.
O Diário buscou contato com a prefeitura de Santa Maria e com a Defesa Civil Municipal para atualizar o número de ocorrências e saber quais medidas estão sendo adotadas diante dos alagamentos, mas ainda não obteve retorno.
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Em caso de emrergência, ligue:
Defesa Civil de Santa Maria
- 153
- WhatsApp: (55) 99110-7940
Corpo de Bombeiros Militar
- 193
- WhatsApp: (55) 98454-5968
Samu
- 192
- (51) 3320-0100
- (51) 3320-0192
- (55) 3307-9737
Brigada Militar
- 190
- WhatsApp: (55) 99939-0190
Ciosp | Superintendência de Trânsito
- 153
- WhatsApp: (55) 99931-1244
Ciosp | Guarda Municipal
- 153
- WhatsApp: (55) 99167-8452
Comando Rodoviário da Brigada Militar
- 198
- (55) 3225-1009
- WhatsApp: (51) 98687-2667
Polícia Rodoviária Federal
- 191
- WhatsApp: (55) 99123-3488