Após mais de 50 pontos de alagamento, Defesa Civil mantém monitoramento de áreas de risco em Santa Maria

Após mais de 50 pontos de alagamento, Defesa Civil mantém monitoramento de áreas de risco em Santa Maria

Foto: Felipe Ferreira (PMSM/Divulgação)

A Defesa Civil de Santa Maria mantém, nesta terça-feira (22), o trabalho de avaliação dos danos provocados pelo temporal que atingiu o município na segunda-feira (21). Segundo o secretário de Resiliência Climática e Relações Comunitárias e coordenador da Defesa Civil, Edson Roberto das Neves Júnior, mais de 50 pontos de alagamento foram registrados durante a chuva, e as equipes seguem atuando para identificar os problemas e restabelecer os serviços afetados.

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Em entrevista ao programa Bom Dia, Cidade, da Rádio CDN 93.5 FM, o secretário afirmou que um dos principais pontos que precisam ser avaliados ao longo da semana são os sistemas de drenagem pluvial.

– Tivemos problemas em drenagens pluviais. Isso requer um olhar também durante a semana agora, de manutenção, para ver o que houve: se foi entupimento, se foi a própria drenagem que está subdimensionada para os volumes pluviométricos que estamos tendo hoje – explicou.

Segundo Neves Júnior, Santa Maria possui drenagens antigas e galerias que apresentam dificuldades de manutenção em alguns pontos devido à ocupação urbana no entorno. Ele também citou o descarte irregular de resíduos como um dos fatores que podem agravar os alagamentos.

– Ontem foram mais de 50 pontos registrados, mas enquanto tiver uma casa que esteja sendo alagada, o trabalho tem que continuar – afirmou.


Risco de deslizamentos continua após a chuva

Foto: Felipe Ferreira (PMSM/Divulgação)

Mesmo com o tempo mais estável nesta terça, a Defesa Civil mantém o monitoramento das áreas de risco de deslizamento. Conforme o secretário, o solo permanece encharcado após o volume de chuva registrado na segunda-feira, o que mantém a possibilidade de movimentação de terra e queda de árvores.

– A chuva parou, mas eu sempre digo que o solo continua encharcado. Então, existe um risco ainda de deslizamento de terra, existe também o risco de queda de árvores de grande porte – alertou.

Ele informou que, a partir de agora, sempre que Santa Maria registrar mais de 100 milímetros de chuva em um intervalo inferior a 24 horas, será emitido um alerta para áreas de encostas e também para regiões próximas às margens de rios.

As áreas de risco já são monitoradas rotineiramente pelas equipes de geologia do município, segundo Neves Júnior. Os técnicos fazem avaliações e vistorias e também acompanham locais onde há preocupação com novas construções.

– Já temos que dar uma manutenção no que já existe nesses locais, mas também é necessário que não avancemos com moradia nessas áreas que são consideradas áreas de risco já mapeadas – disse.


Oito pessoas foram retiradas de casas

Durante o temporal de segunda-feira, oito pessoas foram retiradas de suas casas pelo Corpo de Bombeiros, conforme o secretário. Uma delas foi arrastada pela força da água, mas acabou resgatada.

O secretário destacou que a rápida elevação do nível da água em diferentes pontos da cidade exigiu a atuação das equipes de emergência.

– Diante da elevação rápida de nível de rios ou pontes que estejam submersas, estradas que sejam submersas, que a gente dê um tempo a mais até o nível da água baixar e nos mantenhamos em local seguro – orientou.

adolescente de 17 anos que foi arrastado pela enxurrada durante o temporal continua em observação, segundo o secretário.


Duas famílias já retornaram para casa

Duas famílias que haviam ficado desalojadas durante o temporal já retornaram para suas casas, após a redução do nível da água.

A Defesa Civil também pretende organizar uma ação com a prefeitura para orientar moradores sobre o descarte de móveis e outros materiais danificados pela chuva. Segundo Neves Júnior, muitas famílias tiveram água dentro das residências e perderam móveis e utensílios.

A orientação é que os moradores utilizem o serviço Descarte Legal, da prefeitura, para agendar a retirada dos materiais. A medida busca evitar que os resíduos sejam levados novamente para tubulações e sangas e contribuam para novos alagamentos.


Serviços ainda afetados

Entre os equipamentos públicos atingidos pelo temporal, a ESF Vitor Hoffman permanece sem atendimento nesta terça-feira. A situação das demais unidades de saúde e escolas afetadas ainda estava sendo atualizada pelas secretarias municipais durante a manhã.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, outras unidades de saúde também tiveram problemas, incluindo alagamentos, falhas na drenagem e situações relacionadas à cobertura de calhas. A farmácia municipal, que também foi atingida, retomou o atendimento.

O secretário afirmou que os serviços foram sendo restabelecidos ao longo da segunda-feira, com a orientação de que atividades fossem interrompidas sempre que houvesse risco à segurança de servidores e usuários.

As equipes da prefeitura seguem nesta terça-feira com a avaliação dos danos e a recuperação dos pontos afetados pelo temporal.

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