Três meses depois, o que se sabe sobre a investigação da morte de jovem de 18 anos em São Pedro do Sul

Três meses depois, o que se sabe sobre a investigação da morte de jovem de 18 anos em São Pedro do Sul

Foto: Jornão O Cidadão

Policial militar atirou em jovem e na esposa, que ficou ferida, em 14 de novembro, de 2025, na Avenida Walter Jobim

A investigação sobre as mortes ocorridas em São Pedro do Sul em novembro de 2025 completou três meses e segue em fase de aguardo pelos laudos periciais. O delegado Giovanni Lovato, titular da Delegacia de Polícia do município, confirma que todos os depoimentos previstos no inquérito já foram colhidos, incluindo o da professora Edila Marciele Carvalho Brum, 40 anos, que sobreviveu ao ataque. Agora, o fechamento do caso depende exclusivamente das análises técnicas do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

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Edila prestou depoimento à Polícia Civil após receber alta do Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo (CHAA), onde permaneceu internada em estado grave. Ela foi atingida por disparos efetuados por seu companheiro, o policial militar André Fernando Brum Silveira, 39 anos, lotado na Brigada Militar (BM) de São Vicente do Sul. No mesmo episódio, o jovem Diogo Henrique Goulart Streb, 18 anos, foi morto pelo PM, que na sequência tirou a própria vida.


Depoimento da professora 

O depoimento da professora, somado ao relato de familiares, auxilia a Polícia Civil a entender a dinâmica que antecedeu o crime. Segundo informações obtidas pelo Diário, Edila relatou que mantinha um relacionamento com o aluno Diogo Henrique há cerca de dois meses e que pretendia se separar de Silveira.

O filho da professora e do PM também foi ouvido e relatou que, no dia do ocorrido, o pai havia mencionado que a esposa desejava a separação. Segundo o jovem, Silveira expressou a esperança de que não estivesse sendo traído, mas em nenhum momento fez ameaças ou menção a cometer um crime ou tirar a própria vida.

A reportagem buscou contato com a professora para ouvir sua versão sobre o caso, mas não obteve retorno. A defesa da docente também não foi localizada até a publicação desta matéria.


Família organiza caminhada por justiça

Foto: Arquivo Pessoal

Diante do marco de três meses do crime e da espera pela conclusão do inquérito, a família de Diogo Henrique Goulart Streb organiza uma caminhada por justiça nesta sexta-feira (27), em São Pedro do Sul. O ato tem concentração marcada para as 16h30min, em frente à Igreja Matriz.

O trajeto passará pela Escola Estadual de Educação Básica Tito Ferrari, onde o jovem estudava, e seguirá até a Avenida Walter Jobim, local onde o crime aconteceu. Segundo Silvia Maria, tia de Diogo, o objetivo da mobilização é cobrar celeridade das autoridades e respostas sobre as circunstâncias que envolveram a tragédia.

Diogo Henrique Streb, 18 anos, foi morto a tiros por policial militar Foto: Reprodução

Relembre o caso

O crime ocorreu em 14 de novembro de 2025, na Avenida Walter Jobim, em São Pedro do Sul. O policial militar André Fernando Silveira teria interceptado o veículo onde estavam Diogo e Edila Brum. Após os disparos, o jovem morreu no local e a professora foi socorrida. Câmeras de monitoramento registraram o momento da abordagem. A Polícia Civil agora aguarda os laudos de necropsia e balística para confirmar tecnicamente a trajetória dos tiros e finalizar o inquérito.


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